O último domingo (16/08) foi o dia mais violento do ano em El Salvador com 40 mortes, reportou o jornal El Mundo nesta terça-feira (18/08). Nos últimos quatro dias, o país centro-americano teve ao menos 67 vítimas de confrontos entre o crime organizado e policiais, o maior total de 2015.
Segundo Mauricio Ramírez Landaverde, diretor-geral da PNC (Procuradoria Geral e a Polícia Nacional Civil), durante o fim de semana ocorreram sete confrontos armados entre forças de segurança e quadrilhas.
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“Domingo foi um dia duro e violento em todo o país. Nossas unidades estão respondendo rapidamente diante dos chamados dos cidadãos e estamos desenvolvendo trabalhos de inteligência que nos permitem responder a esse tipo de situação, ainda que não em todos os casos”, assinalou, aludindo às 40 mortes.
Para o chefe policial, as gangues estão por trás do aumento dos homicídios com “o único fim de lucrar ilicitamente”. De acordo com Ramírez, a disputa por “territórios” para a venda de drogas, armas e “aluguéis” originam esse tipo de enfrentamento visto nos últimos dias.
Outros motivos, diz o diretor da PNC, estão vinculados ao assassinato de mulheres que se “envolvem sentimentalmente” com gangues rivais e de integrantes que não cumprem ordens de grupos organizados. Desses crimes, mais de 85% são realizados com armas de fogo, informa El Mundo.
Giorgio Trucchi/Opera Mundi

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Ao jornal El Salvador, o diretor do IML (Instituto Médico Legal), Miguel Forte Magaña, declarou que houve um aumento de 1.141 assassinatos nos sete meses de 2015, em relação ao ano passado. Nesse panorama, a população inserida na faixa etária entre 10 e 35 anos é a mais exposta à violência criminal. Além disso, o IML informa que, como a média diária de homicídios em agosto é superior a 25, este mês pode terminar com saldo de 425 assassinatos.
Para o porta-voz do governo salvadorenho, Eugenio Niñas, “grupos criminosos decidiram declarar guerra ao Estado” e à “população”. Contudo, Raúl Mijango — ex-mediador de uma trégua entre gangues iniciada em 2012 — disse à Agência Efe que a “declaração de guerra” veio do governo.
A última onda de violência ocorreu no fim de junho, quando a facção Revolucionários da quadrilha Barrio 18 “impôs” uma greve no serviço de transporte por quatro dias consecutivos. Neste período, foram assassinados sete motoristas por, supostamente terem se negado a deixar de trabalhar.