Pelo menos 11 pessoas morreram e 31 ficaram feridas em Karachi, a sul, e em Peshawar, no noroeste do Paquistão, em dois ataques com bombas. As explosões ocorreram algumas horas depois da abertura das urnas para as eleições legislativas para o país. A participação, até ao meio-dia, foi de cerca de 30% da população, segundo a comissão eleitoral paquistanês. Entre os 11 mortos, está uma criança de cerca de três anos. Outras 23 pessoas ficaram feridas, segundo o jornal português o Público.
O talibã reconheceu a autoria do primeiro atentado em Karachi; o grupo se opõe à maneira como as eleições estão sendo conduzidas e ao sistema político do país. O ataque visava o candidato do Partido Nacional Awami, que circulava em um carro oficial. A explosão, no entanto, atingiu outro candidato, Amanullah Mehsud, que transitava entre a seção de voto e a sede do seu partido. Um dos seus seguranças foi morto, informou a polícia local.
Já em Peshawar, oito pessoas ficaram feridas na explosão da bomba, revelou um responsável do hospital onde as vítimas foram atendidas. A bomba foi colocada numa seção de votos só para mulheres.
Agência Efe

Mais de 86 milhões de pessoas eram esperadas a comparecer na urnas neste sábado (11/05)
O talibã havia anunciado na semana passada que realizaria ataques durante a eleição. O grupo é suspeito também de ter sequestrado o filho de um antigo primeiro-ministro do Partido do Povo Paquistanês.

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Por meio de um porta-voz, o líder talibã Hakimullah Mehsud diz que haverá atentados nas quatro província que compõem o Paquistão e explica que o grupo “não aceita o sistema de infiéis (ao islamismo) a que chamam democracia”.
Mais de 86 milhões paquistaneses são esperados para votar. Eles vão escolher os 342 deputados à Assembleia Nacional e os representantes às quatro assembleias das províncias. O partido mais votado será convidado a formar governo.