Atualizado às 10h06
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, revelou nesta terça-feira (10/11) uma lista de exigências para a permanência do Reino Unido na UE (União Europeia). Em discurso em Londres, o líder conservador afirmou que fez um pedido formal mediante uma carta ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.
EFE

Cameron já sinalizara que permanência na UE dependeria da possibilidade de frear imigração
Entre outras coisas, Cameron disse que pediu permissão para que Londres imponha limites ao fluxo migratório dentro da Europa, destacando que a sua administração necessita de mais poder para controlar o que chama de crise migratória.
Além disso, o chefe de governo britânico solicitou o fortalecimento da competitividade do mercado e a não permanência do Reino Unido nas próximas etapas de integração europeia. O líder ainda comentou que pretende reformar a relação com a Corte Europeia de Direitos Humanos, introduzindo um projeto de lei de direitos específicos para os britânicos.
Cameron classificou suas propostas de “razoáveis”. “O Reino Unido é um dos mais poderosos países da UE. Será que a UE é flexível o suficiente para levar em conta essas preocupações? A resposta deve ser sim. A UE atingiu um movimento decisivo”, afirmou, citado pelo The Guardian.

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“Tenho toda a confiança de que conseguiremos um bom acordo para o Reino Unido e para seus sócios europeu. Não duvido que, com paciência, boa vontade e boa fé, tudo isso pode ser conseguido”, argumentou o premiê, segundo a Agence France-Presse.
Por sua vez, a Comissão Europeia disse que o plano de Cameron implica restringir benefícios de imigrantes da UE, o que é “altamente problemático”, afirmou o órgão.
“Vemos uma série de elementos que parecem ser viáveus, como encontrar formas de aumentar o papel dos parlamentos nacionais”, afirma a Comissão Europeia. “Mas alguns pontos são difíceis e altamente problemáticos, porque atingem as liberdades fundamentais do mercado interno. A discriminação direta entre os cidadãos da UE está claramente dentro desta última categoria”.
Em 8 de maio de 2015, Cameron conseguiu renovar seu mandato por mais cinco anos à frente do governo britânico, após uma vitória surpreendente dos conservadores. Uma das principais preocupações nesta nova gestão é a possibilidade do chamado Brexit, a saída do Reino Unido do bloco europeu, assunto que será votado em um referendo no próximo ano.
A crise humanitária de refugiados é um temas mais sensíveis envolvendo Brexit. No fim do ano passado, o premiê já sinalizara que permanência de Reino Unido na UE dependeria da possibilidade de frear imigração.