Terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
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O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul nesta terça-feira (27/01), em conversa telefônica com seu homólogo francês, Emmanuel Macron.

“Reafirmei que o acordo UE-Mercosul é positivo para os dois blocos e constitui uma importante contribuição para a defesa do multilateralismo e do comércio baseado em regras”, escreveu o petista nas redes sociais.

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O pacto já foi assinado por ambas as partes, mas a ala protecionista do Parlamento da União Europeia encaminhou o documento para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE). Segundo o TJUE, este tipo de parecer pode demorar, em média, entre 18 e 24 meses para ser proferido. Vale também lembrar que Macron tem se manifestado contrário ao acordo entre sul-americanos e europeus, sobretudo em razão de preocupações relacionadas ao setor agrícola e às normas ambientais.

O diálogo bilateral durou aproximadamente uma hora. Os chefes de Estado incluíram no telefonema o tema da proposta de criação de um Conselho da Paz para Gaza, idealizada pelo presidente norte-americano Donald Trump. A França ficou entre os primeiros países a publicamente recusar o convite feito pelo republicano, enquanto o Brasil sugeriu que a iniciativa se limitasse à questão palestina. 

“A esse respeito, defendemos o fortalecimento das Nações Unidas e concordamos que iniciativas sobre paz e segurança devem estar alinhadas aos mandatos do Conselho de Segurança e aos princípios e propósitos da Carta da ONU”, disse o petista, que tem uma viagem confirmada a Washington nos próximos dias.

As lideranças também discutiram sobre a situação na Venezuela após o ataque dos Estados Unidos e o sequestro do presidente Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. Segundo Lula, ambos condenaram “o uso da força em violação ao direito internacional” e concordaram sobre a importância da estabilidade na América do Sul e no mundo.

“Também conversamos sobre a cooperação bilateral entre França e Brasil, em especial nos temas de defesa, ciência e tecnologia e energia. Nos comprometemos a instruir as equipes técnicas a ultimar as negociações em curso, com vista a conclusão de acordos ainda no primeiro semestre de 2026”, concluiu.

(*) Com Ansa