O Quênia iniciou nesta quarta-feira (25/09) o primeiro dos três dias de luto oficial pelas vítimas do atentado ao shopping center Westgate pela milícia radical islâmica da Somália, Al Shabab, onde pelo menos 72 pessoas morreram. O número de vítimas fatais, no entanto, pode ser ainda maior, já que o grupo radical anunciou ter contabilizado 137 mortos.
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Após a conclusão da operação do Exército, “a prioridade é a imediata recuperação dos corpos”, disse o Ministério do Interior. O país conta com a colaboração de especialistas em medicina legal de Israel, Estados Unidos e Reino Unido, informou o chefe do Serviço Público do Quênia, Francis Kimemia, através do Twitter. “A prioridade será a retirada dos escombros para facilitar a recuperação imediata dos corpos”, apontou. O governo considera uma possibilidade pouco provável encontrar novos corpos nos escombros dos locais de conflito.
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Em uma entrevista coletiva concedida hoje nas imediações do centro comercial, o ministro do Interior, Joseph Ole Lenko, afirmou que o número de corpos sob os escombros é “insignificante”. Parte do shopping desmoronou durante a ação para libertar os reféns. A polícia está investigando se alguns membros da milícia tinham um negócio no interior do shopping.
Agência Efe

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A ocupação terminou na tarde de terça-feira (25/09) com a morte de, pelo menos, 61 civis, seis soldados quenianos e cinco milicianos, segundo o governo.
Já a milícia responsabiliza o presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, e seu governo pelo ocorrido em Westgate e pelas “137 vidas” perdidas na ação, números que contradizem a versão oficial do governo queniano.

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“Após fracassar ao vencer os mujahedins (guerrilheiros) dentro do centro comercial, o governo queniano espalhou gases químicos para finalizar o assédio”, informaram os fundamentalistas por meio de sua conta no Twitter.
O grupo argumenta que, no cerco ao shopping, o governo do Quênia “enterrou todas as provas e os reféns sob os escombros”.
A milícia acusou as forças de segurança quenianas de lançarem projéteis com armas químicas dentro do centro comercial, o que teria provocada a morte de todos os reféns.
Estrangeiros
O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido confirmou a detenção de um britânico no Quênia, mas não informou se o caso está relacionado com o ataque. A milícia negou anteriormente a presença de estrangeiros entre os milicianos no atentado ao Westgate. Segundo as autoridades quenianas, vários estrangeiros teriam participado da ação.
“Podemos confirmar a detenção de um cidadão britânico em Nairóbi. Estamos em contato para oferecer ajuda consular”, afirmou hoje um porta-voz da chancelaria.
A fonte não deu detalhes sobre quem era o britânico nem onde ocorreu a prisão. O jornal “Daily Mail” divulgou que um britânico de 35 anos, aparentemente de origem somali, foi detido na segunda-feira no aeroporto de Nairóbi.
De acordo com a publicação, o homem, que usava óculos escuros e tinha hematomas no rosto, despertou a atenção dos agentes de imigração do terminal aérea quando embarcaria em um voo da companhia Turkish Airlines.
A ministra de Relações Exteriores do Quênia, Amina Mohammed, afirmou na segunda-feira (23) à emissora americana “PBS” que entre os autores do ataque havia “dois ou três” cidadãos americanos e uma mulher britânica, que já teria participado de atentados terroristas.
Após a afirmação de Amina, a imprensa do Reino Unido especulou sobre a possibilidade de a suposta militante ser a britânica Samantha Lewthwaite, viúva de um dos terroristas do atentado de Londres em 2005.
Em sua conta no Twitter, no entanto, o Al Shabab nega que coloque mulheres para participar de qualquer operação, e que a declaração seria uma tentativa do governo queniano de desprestigiar o grupo e obter apoio dos britânicos.
Samantha era esposa de Germaine Lindsay, suicida que explodiu a bomba que levava em sua mochila no metrô de Londres em 7 de julho de 2005.