Em meio a escândalo de corrupção, governo turco demite chefes de polícia de 16 províncias
Destituições são novo capítulo no enfrentamento entre o governo de Erdogan e movimento do islamita Fethullah Gülen
O governo turco destituiu nesta quarta-feira (08/11) os chefes de polícia de 16 províncias em mais um episódio de enfrentamento entre a administração do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan e o movimento islamita liderado pelo religioso Fethullah Gülen, que conta com muitos seguidores no setor judiciário e na polícia.
As demissões vêm após a substituição do chefe de polícia de Istambul e abrangem os comandantes de Ancara, Ismir e Adana. Além disso, foi destituído o subdiretor-general de Segurança da Turquia.
Cerca de 1.500 agentes e 200 altos comandantes da polícia foram substituídos na Turquia desde a eclosão de um grande escândalo de corrupção e suborno, no qual estão envolvidas várias pessoas muito próximas ao governo, entre ela dois filhos de agora ex-ministros.
Agência Efe
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Governo do primeiro-ministro Recep Erdogan enfrenta denúncias de corrupção
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Na terça (07/01), foram detidas 25 pessoas relacionadas à investigação. Pouco depois, os chefes policiais responsáveis pelas detenções foram destituídos.
Promotor
Entre os afetados pelo expurgo no sistema policial e judicial se encontra também o conhecido promotor Zekeriya Öz, considerado na Turquia durante anos como o “Di Pietro turco”, em referência ao famoso promotor antimáfia italiano. Öz foi transferido ontem a uma posição de pouca relevância na região de Istambul. Além disso, foi aberta uma investigação contra ele.
Erdogan disse na segunda-feira (06/01), antes de partir para uma viagem pela Ásia, que seu partido, o AKP, está disposto a seguir adiante em suas mudanças para restringir o que qualificou como “poderes ilimitados do judiciário”.
Vários deputados do AKP propuseram realizar mudanças legais para reestruturar o Conselho Supremo de Juízes e Promotores para dar mais poder e controle ao Ministério da Justiça.
Erdogan e Gülen, que vive nos Estados Unidos, foram aliados durante anos. Porém, agora, são rivais, o que pode trazer consequências eleitorais para o AKP nas eleições municipais de março.
(*) Com Efe






















