Um dia após ser acusado pela ONU (Nações Unidas) por crimes de guerra e contra a humanidade, o governo da Síria denunciou o ataque de “um grupo terrorista” em Malula, povoado de maioria cristã, que fica a 20 km da capital, Damasco.
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Em duas cartas enviadas à ONU, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que, nesta segunda-feira (02/12), terroristas atacaram igrejas e casas de civis no povoado. As autoridades destacaram que os agressores entraram no convento de Santa Tecla e fizeram de reféns a madre superiora e várias freiras.
A comunicação com a cidade e com o convento foi cortada. Uma porta-voz do Patriarcado Grego-Ortodoxo de Antioquia e do Oriente Médio disse à Agência Efe que desconhece o destino das religiosas. De acordo com a Reuters, pelo menos doze freiras estão como reféns do grupo.
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O exército armado da oposição anunciou que tomou o controle da cidade. O governo da Síria vinha promovendo ofensivas para manter a região sob seu comando.
A denúncia feita pelo governo sírio é a primeira resposta às declarações da alta comissária da ONU, Navi Pillay, que afirmou ontem (02/12), pela primeira vez, que diversas provas indicam a responsabilidade por crimes de guerra e contra a humanidade do presidente sírio, Bashar Al Assad.
(*) com agências de notícias internacionais