Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Manifestantes de todo o Brasil saíram às ruas neste domingo (14/12) em protesto contra as recentes manobras do Congresso Nacional e, em especial, contra o avanço do projeto de lei da Dosimetria pela Câmara dos Deputados, uma medida que pode reduzir as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro assim como as de outros condenados na tentativa de golpe de Estado.

Em São Paulo, milhares de cidadãos e movimentos sociais das mais variadas causas voltadas aos direitos humanos se concentraram na Avenida Paulista ao longo da tarde. Em sua maioria, os participantes seguravam cartazes rejeitando a atuação do presidente da Câmara, Hugo Motta, e uma possível anistia aos envolvidos na trama golpista que, na semana seguinte, será pautada no Senado.

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“Golpista bom é golpista preso. Essa gente tem que pagar pelo crime que cometeu”, defendeu o ministro da Secretaria-Geral da Presidência do Brasil, Guilherme Boulos, a Opera Mundi. “Essa é a posição do presidente Lula e esse é isso que vim representar aqui como ministro do governo dele”.

“Esse ato é uma resposta à aprovação dessa anistia envergonhada. Lugar de golpista é na cadeia. É inadmissível que o Congresso queira salvar a PL de quem tentou dar um golpe de Estado e é isso que o povo está dizendo hoje no Brasil”, acrescentou.  

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A PL da Dosimetria, pauta principal entre todas as outras que são debatidas nas ruas a nível nacional, foi aprovada na madrugada da última quarta-feira (10/12). Para o deputado estadual pelo PSOL em São Paulo, Guilherme Cortez, a participação massiva do povo nas diversas capitais brasileiras é fundamental, pois gera os mesmos efeitos da PEC da Blindagem, arquivada após pressão popular.

“Hoje foi mais um recado para os senadores de que o povo não vai aceitar calado as tramoias deles no apagar das luzes da madrugada sem que o povo esteja vendo”, disse Cortez a Opera Mundi.

Milhares de manifestantes se concentram na Avenida Paulista, em São Paulo, em protesto contra a atuação do Congresso Nacional
Opera Mundi/Rocio Paik

Por sua vez, a deputada federal pelo PSOL em São Paulo, Erika Hilton, repudiou as ações tomadas pelos congressistas principalmente nesta semana, o que descreveu ser uma “canalhice, covardia e desrespeito sem precedentes à democracia e à Constituição”. 

“O Congresso Nacional não pode ser um sindicato de autoproteção dos seus representantes. O Congresso precisa legislar para o Brasil para defender o povo brasileiro e a sua soberania”, declarou. “Toda vez que o Congresso errar, toda vez que violar a Constituição e toda vez que continuar destinando emendas sem controle, orçamento secreto, a rua e o povo brasileiro, que é quem elege o dono do Congresso Nacional, se manifestará”. 

A Opera Mundi, a deputada lembrou que no domingo passado (07/12), a Avenida Paulista também foi palco de uma manifestação pautada no combate à violência contra as mulheres e contra o feminicídio, e que nesse meio período, o legislativo brasileiro aprovou projetos que ferem os interesses da população. Hilton destacou que o povo brasileiro “merece ser honrado e respeitado”.

“Nós conseguimos colocar as pessoas de volta nas ruas para dizer que o Brasil está de olho nas ações do Congresso Nacional, e que ele precisa ter responsabilidade com aquilo que legisla”, disse. “As ruas tomadas hoje demonstram um inconformismo, uma indignação e o povo não vai ouvir e aceitar calado as medidas tomadas pelo Congresso Nacional”.