Em relatório divulgado nesta quinta-feira (29/10), o Observatório Sírio de Direitos Humanos afirma que 595 pessoas foram mortas em um mês de ataques aéreos russos na Síria.
Dois terços dos mortos são combatentes contrários a Bashar al-Assad, incluindo membros do Estado Islâmico. As 185 pessoas restantes são civis, entre os quais 48 crianças, diz o relatório.
À agência de notícias Reuters, a Rússia alegou que está mirando somente os combatentes do Estado Islâmico e outros jihadistas no país, negando que seus bombardeios tenham resultado em mortes de civis. Dez das 14 províncias sírias foram atingidas pelos ataques.
Agência Efe

Os EUA também têm comandado ataques aéreos à Síria desde setembro do ano passado

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O grupo Médicos Sem Fronteiras (MSF) também disse que os bombardeios no norte e centro da Síria atingiram pelo menos 12 hospitais do MSF, matando 35 pacientes e funcionários, e ferindo 70 outros. Além disso, os ataques forçaram o deslocamento da população em diversas províncias.
A ação russa, no entanto, permitiu ao governo sírio recuperar várias vilas nas províncias de Hama e Aleppo. As forças de Bashar al-Assad ainda não conseguiram retomar o controle de importantes rodovias nas duas províncias, atualmente comandadas pelo EI.
O Observatório também divulgou que ataques comandados pelos EUA à Síria, iniciados em setembro de 2014, mataram 3.649 pessoas. Aproximadamente 6% eram civis, o equivalente a 226 pessoas.