Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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A Embaixada do Brasil no Egito recomendou nesta quinta-feira (15/08) aos 140 brasileiros que vivem no país e também aos turistas que estão de passagem para que evitem transitar em áreas nas quais há risco de ocorrerem protestos. O alerta, emitido por meio de um comunicado da representação diplomática, ocorre depois da divulgação de que 525 pessoas morreram durante confrontos entre ativistas políticos e forças policiais.

“Em razão do ambiente de instabilidade política que se vivencia no Egito, a Embaixada do Brasil recomenda à comunidade brasileira e aos turistas que visitam o país evitar transitar em áreas da capital e de outras cidades onde possam ocorrer manifestações públicas”, diz o texto.

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Em seguida, o comunicado acrescenta: “A mesma cautela deverá ser adotada nos deslocamentos em geral, mesmo em locais aparentemente pacíficos. Nesse sentido, é importante estar atento às notícias veiculadas pelos meios de comunicação, assim como zelar pela segurança individual. Recomenda-se igualmente manter os documentos de identificação em local seguro e acessível”.

O Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, informou à Agência Brasil que não há brasileiros entre as vítimas nem registro de incidentes com nacionais do Brasil. Paralelamente, a embaixada mantém o alerta e o funcionamento, em regime de plantão, para o atendimento aos brasileiros. Porém, são estudadas medidas adicionais, em caso de agravamento da situação no Egito.

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Desde junho, os protestos se tornaram frequentes no Egito. Ativistas favoráveis ao presidente deposto, Mohamed Mursi, e contrários a ele se enfrentam nas ruas do Cairo, a capital, e das principais cidades egípcias.

Os conflitos mais intensos ocorreram entre os dias 13 (anteontem) e 14 (ontem). O Brasil e representantes de vários países condenaram a violência no Egito. Para algumas autoridades, a forma como as forças policiais combateram os protestos é considerada massacre. No balanço oficial, entre os mortos há 43 policiais, mas a maioria dos 525 mortos é de civis.

O alerta ocorre depois da divulgação de que 525 pessoas morreram durante confrontos entre ativistas políticos e forças policiais

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