Os embaixadores dos Estados Unidos, França e Alemanha estão de volta à Síria. Os diplomatas haviam deixado o país no último mês de novembro em meio à ofensiva internacional contra o país.
Na ocasião, os governos dos três países chegaram a pedir que seus cidadãos deixassem a Síria até que os confrontos entre o governo e a população cessassem.
As informações são da agência de notícias Cham Press, que citou um servidor público da embaixada norte-americana. Segundo ele, o chefe dos EUA no país, Robert Ford, retornou às suas funções. Além disso, a embaixada norte-americana, segundo o funcionário, teria de condições de garantir a segurança de sua equipe.
Críticas
Na última quarta-feira (07/12) o presidente sírio, Bashar al Assad concedeu entrevista à emissora de televisão norte-americana ABC e afirmou que não mandou as forças de segurança do país matarem os manifestantes contrários ao regime.
“Não se mata a sua população. Nenhum governo no mundo mata o seu próprio povo, a menos que seja dirigido por um louco”, disse Assad.
No mesmo dia, a Casa Branca respondeu e afirmou que as declarações do presidente sírio “não são dignas de crédito” e ainda contrariam as observações da comunidade internacional.
“O mundo inteiro é testemunha do que se passa na Síria. Os Estados Unidos e muitos outros países do mundo, que condenam a violência exercida na Síria pelo regime de Al Assad, sabem exatamente o que acontece [no país] e quem é o responsável”, afirmou o porta-voz da Presidência norte-americana, Jay Carney.
A Síria aceitou a determinação da Liga Árabe para que o país recebesse observadores internacionais, mas um acordo oficial a respeito do assunto ainda não foi assinado pelas duas partes.
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