Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Os Emirados Árabes Unidos anunciaram na terça-feira (30/12) a retirada das tropas que mantinham no Iêmen, depois que a Arábia Saudita deu um ultimato para que elas deixassem o país em até 24 horas. A decisão foi tomada pouco depois que as forças da coalizão liderada por Riad bombardearam a cidade portuária de Mukalla, no sul do Iêmen.

De acordo com a agência Reuters, o ataque aéreo teve como alvo o que os sauditas descreveram como um carregamento de armas ligado aos Emirados Árabes Unidos, acusando o país pelo suposto envio de dois navios destinados à entrega de armas e veículos de combate às forças separatistas. A Arábia Saudita mencionou ações “altamente perigosas” no Iêmen que ameaçavam sua segurança nacional.

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Inicialmente, os Emirados Árabes Unidos rejeitaram as acusações da nação aliada e expressaram surpresa com os ataques. Posteriormente, o Ministério da Defesa do país anunciou que, “em vista dos acontecimentos recentes”, retiraria voluntariamente as unidades das operações “antiterrorismo” restantes que tinha no Iêmen. Entretanto, não foi informado quando as tropas serão retiradas.

O conselho presidencial do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, declarou também estado de emergência na terça-feira, impondo uma proibição de 72 horas a todas as travessias de fronteira em territórios sob seu controle, bem como à entrada em aeroportos e portos marítimos, exceto os autorizados pela Arábia Saudita. O pacto de segurança entre o Iêmen e Abu Dhabi também foi cancelado.

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Arábia Saudita bombardeou a cidade portuária de Mukalla, no sul do Iêmen
Reprodução/Print da televisão estatal saudita

Ataque saudita

Um comunicado militar divulgado pela Agência de Imprensa Saudita anunciou que o ataque foi direcionado a uma remessa vinda de Fujairah, cidade portuária na costa leste dos Emirados Árabes Unidos. Segundo a nota, a tripulação dos navios “desativou dispositivos de rastreamento” e descarregou “grande quantidade” de armas e veículos para as forças armadas do Conselho de Transição do Sul”.

“Considerando que as armas mencionadas constituem uma ameaça iminente e uma escalada que ameaça a paz e a estabilidade, a Força Aérea da Coalizão realizou, nesta manhã, um ataque aéreo limitado que teve como alvo armas e veículos militares descarregados dos dois navios em Mukalla”, acrescentou.

Os Emirados Árabes Unidos negaram que os navios alvos do ataque saudita incluíssem armas, mas reconheceu a transferência de veículos. O porta-voz do governo, Afra Al Hameli, disse que Abu Dhabi ressaltou “sua total rejeição às alegações relacionadas ao fomento do conflito iemenita”.