Os presidentes do Equador, Rafael Correa, e do Peru, Ollanta Humala, assinaram nesta sexta-feira (23/11) na cidade de Cuenca uma declaração que delimita a fronteira em suas águas interiores no Golfo de Guayaquil.
O líder equatoriano afirmou após a cerimônia que os dois países apresentarão o documento à ONU para seu devido registro. “É um passo adicional para deixar perfeitamente estabelecidas todas as jurisdições, todos os pertences, os territórios e as águas entre os dois países”, disse Correa.
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Ambos países se enfrentaram em uma guerra não-declarada de dois meses em 1995 por uma faixa de 70 quilômetros não-demarcada na fronteira amazônica comum, uma disputa que terminou com a assinatura de um acordo de paz em outubro de 1998.
“Não sei se há 15 anos teríamos assinado esta declaração. Algo está mudando”, declarou Humala, enquanto Correa negava com a cabeça, em entrevista coletiva conjunta. Com a Declaração Conjunta do Golfo de Guayaquil, os dois países desejam também reforçar a cooperação em favor das povoações ribeirinhas e a conservação dos recursos naturais.
Em maio de 2011 o Equador alcançou um Acordo de Troca de Notas de Limites Marítimos com o Peru, pelo qual o Governo de Lima aceitou formalmente a Carta Náutica equatoriana. Além disso, sua fronteira amazônica ficou fixada no acordo de 1998. Por sua parte, Peru e Chile mantêm uma disputa aberta no Tribunal Penal Internacional de Haia por seus próprios limites marítimos.