Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em um pronunciamento realizado nesta sexta-feira (18/07), disse ter “certeza” de que o míssil que atingiu o avião da Malaysia Airlines foi realizado por um “míssil em área controlada por separatistas”, mas ressaltou que não é possível ainda dizer quem foi o autor dos disparos. Mais cedo, uma investigação preliminar realizada pelo serviço de inteligência dos Estados Unidos concluiu que o disparo “muito provavelmente” foi lançado por militantes separatistas pró-Rússia que atuam na região de Donetsk, onde caiu a aeronave.

Agência Efe

Vigília realizada na Malásia pede oração pelas vítimas do avião avião malaio Boeing-777

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O mandatário norte-americano classificou o evento como “tragédia global” e ressaltou que “separatistas têm recebido armamento e treinamento da Rússia”, inclusive “armas pesadas e antiaéreas”. Para ele, esta situação só é possível porque a Rússia apoia os manifestantes e porque o presidente russo, Vladmir Putin, não tem interesse em cessar o conflito na região.

Hoje, Putin ressaltou que a “tragédia ocorrida demonstra mais uma vez a necessidade para que se chegue, o mais rápido possível, a uma solução pacífica da grave crise na Ucrânia, e destacou que é necessária uma investigação exaustiva e objetiva sobre as circunstâncias da catástrofe”, informou o Kremlin em comunicado.

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“É indiscutível que o Estado sobre cujo território isto aconteceu é responsável por esta tragédia terrível”, afirmou o presidente russo durante uma conferência dedicada a questões econômicas, na qual encarregou o governo de seu país a trabalhar objetivamente para apurar a catástrofe.

Investigação

De acordo com o relatório norte-americano, o míssil veio do sistema Buk, conhecido pela Otan como SA-11. A inteligência dos EUA já havia concluído que se tratava de um míssil do sistema russo AS. O procurador-geral da Ucrânia, Vitali Yarema, afirmou hoje que os manifestantes não possuem o sistema de defesa Buk.

O Ministério de Defesa russo afirmou, no entanto, que, no momento em que o avião supostamente foi abatido, o sistema antimíssil ucraniano estava em operação. A bateria teria sido instalada de um local de onde poderia ter sido disparado o míssil. “O equipamento russo detectou a atividade do radar Kupol, implantado como parte da bateria Buk-M1 próximo a Stula [um vilarejo a cerca de 30 quilômetros de Donetsk]”, disse o comunicado.

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Uma equipe da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) chegou ao local para iniciar as investigações sobre a causa do acidente.

Apesar das declarações dos manifestantes pró-Russos de que as caixas pretas do avião seriam enviadas a Moscou, o ministro de Relações Exteriores, Sergey Lavrov, disse ao canal Rossiya 24 que o país não tem interesse de receber o material. 

“Queremos que os especialistas internacionais cheguem o mais rápido possível ao local da catástrofe para que recebam em seguida as caixas-pretas. Apesar do que diz Kiev, nós não vamos levar essas caixas, não temos intenção de violar as normas internacionais que se aplicam nestas situações”, disse o ministro russo.

Em comunicado do Kremlin, presidente Vladimir Putin pede investigação “exaustiva” sobre desastre aéreo

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Vítimas

A Holanda acordou de luto hoje. Os familiares das vítimas do segundo maior desastre aéreo com holandeses estão perplexos e, muitos, em estado de choque. Das 298 pessoas que morreram no acidente desta quinta-feira (17/07), 189 eram holandeses.

O governo holandês não se manifestou sobre as causas da tragédia ou possíveis culpados. Foram enviadas equipes de especialistas holandeses à Ucrânia para auxiliar na investigação e identificação dos mortos.

Até o momento só há a informação, confirmada pela Casa Branca, de que uma pessoa presente no voo era norte-americano.

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