Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos Donald Trump disse, na noite desta quarta-feira (30/03), que as mulheres que fazem aborto no país deveriam ser submetidas a “alguma forma de punição”, caso o procedimento voltasse a ser ilegal no país. Após as críticas à declaração de Trump, feita em um programa de televisão, o empresário voltou atrás.

Horas depois da aparição na emissora MSNBC, a campanha de Trump emitiu uma nota sobre o assunto, na qual expressou uma posição diferente. Segundo o comunicado, caso o Congresso aprovasse uma legislação que proibisse o aborto, “o médico ou qualquer outra pessoa que executasse esse ato ilegal em uma mulher seria legalmente responsabilizada, não a mulher”.

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EFE

Segundo Trump, caso os EUA proibissem o aborto, as mulheres que buscassem o procedimento deveriam receber “algum tipo de punição”

Ao ser perguntado no programa sobre como o aborto seria banido do país, Trump afirmou que o país retornaria a uma situação em que as mulheres tinham que recorrer a locais ilegais para a execução do procedimento”. “Mas é necessário banir”, disse o pré-candidato.

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Conhecido por propostas como a de que muçulmanos deveriam ser proibidos de entrar no país ou de que deveria ser construído um muro na fronteira entre o México e os EUA, Trump é o líder da corrida pela nomeação do Partido Republicano para as eleições presidenciais de novembro.

Republicanos levariam país de volta aos tempos em que mulheres eram forçadas a buscar procedimentos ilegais 'por puro desespero', disse deputada democrata

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Trump, que no comunicado se diz “pró-vida, com exceções”, recebeu críticas de associações de políticos e associações da sociedade civil. John Kasich, governador de Ohio e também presidenciável nas primárias republicanas, afirmou que “é claro que as mulheres não deveriam ser punidas”. Segundo Ted Cruz, senador pelo Texas e segundo colocado na corrida entre os republicanos, Trump “novamente demonstrou que não refletiu sobre os assuntos” e que “irá falar qualquer coisa só para ganhar atenção”.

A presidente da associação antiaborto que organiza a anual Marcha pela Vida, Jeanne Mancini, afirmou que “nenhuma pessoa pró-vida iria querer punir uma mulher que escolheu o aborto”.

“Todos os três republicanos [Trump, Cruz e Kasich] levariam o país de volta aos tempos em que as mulheres eram forçadas a buscar procedimentos ilegais [de aborto] por puro desespero”, declarou Debbie Wasserman Schultz, deputada pela Flórida e presidente do Comitê Nacional do Partido Democrata.

No passado, Trump se manifestou publicamente como favorável ao aborto. A mudança de posicionamento tem sido uma criticada por Cruz ao longo da campanha.

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