Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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No segundo dia da conferência de paz sobre a Síria, realizada na Suíça, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, afirmou nesta quinta-feira (23/01) que muitos países já se ofereceram para atuar no país de Bashar al-Assad com o objetivo de proteger as minorias étnicas. De acordo com Kerry, no entanto, essa intervenção só acontecerá depois da conclusão de um acordo. 

“Não acredito que colocar tropas norte-americanas na Síria seja a solução desejável”, afirmou o secretário de Estado dos EUA, em entrevista ao Al Arabiya, canal de notícias da Arábia Saudita. “Só enviaremos tropas em caso de acordo de paz”, completou.

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Agência Efe

John Kerry discursa durante conferência de paz na Síria, realizada em Montreux, Suíça, na quarta-feira (22/01)

Durante a entrevista, Kerry ressaltou a importância de um governo de transição para solucionar os problemas políticos da Síria. “Todos concordam na necessidade de mudanças, menos o regime de Assad, que se recusa a falar sobre isso”, disse. Para ele, obviamente o presidente sírio não está pronto para uma solução, pois isso implicaria sua renúncia. 

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Após primeiro dia de 'Genebra II', secretário de Estado norte-americano culpa Assad por terrorismo

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De acordo com o secretário dos EUA, Assad é a causa para o terrorismo na Síria. “Assad não é um protetor contra o terrorismo; ele é seu ímã”, compara. “Salvar a Síria será impossível enquanto Assad continuar no poder”, completa. 

Nos últimos meses, Assad e seus aliados têm usado constantemente a expressão “terrorismo” para se referirem aos opositores, com os quais estão em guerra civil há mais de dois anos. 

Na opinião de Kerry, a saída para o conflito, que já deixou 130.000 mortos, é por meio da paz. “Acredito que a paz pode proteger todos os direitos de minoria. Podemos ter uma síria pluralista se tivemos governo de transição com consenso mútuo”, reforça.

 

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