Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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O ex-presidente da Assembleia Popular Suprema da Coreia do Norte e ex-diplomata, Kim Yong Nam, faleceu aos 97 anos, confirmou a agência de notícias estatal KCNA nesta terça-feira (04/11). Em comunicado, a agência de notícias estatal KCNA informou que o líder norte-coreano Kim Jong Un foi visitá-lo de madrugada, expressou suas “profundas condolências” e depositou uma coroa de flores para prestar homenagens.

“O camarada Kim Yong Nam, um revolucionário da velha geração que deixou conquistas extraordinárias na história do desenvolvimento de nosso partido e país, encerrou sua vida nobre aos 97 anos”, noticiou a KCNA.

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No obituário publicado, a morte ocorreu na noite de segunda-feira (03/11) devido à “falência múltipla de órgãos causada por envenenamento ligado ao câncer”. Yong Nam lutava contra o câncer colorretal desde junho do ano passado.

O comitê do Parlamento juntamente com o gabinete governamental decidiram celebrar o funeral nesta terça-feira, e o sepultamento ocorrerá no dia seguinte. O comitê funerário é composto por Kim Jong Un, o primeiro-ministro Pak Thae Song, o atual presidente do comitê parlamentar permanente Choe Ryong Hae, entre outras autoridades.

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Ex-presidente da Assembleia Suprema da Coreia do Norte, Kim Yong Nam falece aos 97 anos
Reprodução/KCNA

Quem foi Kim Yong Nam?

Nascido em 1928, de uma família de “patriotas anti-japoneses” no contexto do projeto imperialista do Japão, entre 1910 e 1945, Kim Yong Nam frequentou a Universidade Kim Il Sung e estudou em Moscou, na Rússia, antes de iniciar sua carreira na diplomacia. Segundo a KCNA, ele sempre defendeu “fielmente a ideologia do Partido [dos Trabalhadores]”, sendo a ele confiado posições de alto nível nos tempos em que a nação “erguia a bandeira socialista” e tentava consolidar “bases sólidas” contra “severas provocações”.

Entre 1998 e 2019, em grande parte do mandato de Kim Jong Il e uma parte do de seu filho, Jong Un, o funcionário Yong Nam assumiu a Presidência da Assembleia Popular Suprema da Coreia do Norte. Antigamente, a função se equiparava ao do chefe de Estado, embora sem caráter titular. 

Nesse período, também desempenhou um papel vital na formação da abordagem diplomática do país, ocupando cargos importantes no Ministério das Relações Exteriores. Sob a gestão de Jong Il, que tendia a ficar longe dos assuntos externos, o ex-diplomata logrou com que a Coreia do Norte emergisse no cenário internacional.

“O camarada que enveredou pelo caminho dos estudos estrangeiros nos primeiros dias da fundação da República Democrática da Coreia retornou à Coreia em julho de 1952. Quando o país estava envolvido em uma guerra feroz, dedicou-se ao trabalho de formação de quadros do partido na Escola Central do Partido naquela época, e trabalhou no Comitê Central do Partido de meados da década de 1950 até a primeira metade da década de 1960, contribuindo para o desenvolvimento vigoroso do trabalho com as forças progressistas que queriam apoiar nossa causa no cenário mundial”, escreveu a KCNA.

Em 2018, ele visitou a Coreia do Sul como chefe de uma delegação norte-coreana nos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, que incluía Kim Yo Jong, a irmã do atual líder Jong Un, e chegou a se reunir com o então presidente interino Moon Jae In.

Kim Yong Nam se aposentou aos 91 anos, em 2019.