Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, voltou a ser preso na madrugada desta quinta-feira (10/07), pelo horário local, sob a acusação de “risco de destruição de provas”. A detenção foi resultado de uma investigação independente sobre a sua tentativa de promover um golpe de Estado ao impor a lei marcial, em 3 de dezembro de 2024.

O Tribunal Distrital de Seul aprovou o mandado de prisão no âmbito de uma investigação iniciada depois que o presidente Lee Jae Myung tomou posse, em junho. Na nova gestão de esquerda, foram nomeados promotores especiais que iniciaram um inquérito sem envolvimento do governo.

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No documento apresentado,, os investigadores revelaram ter obtido gravações de áudio em que Yoon ordenava os militares sul-coreanos a lançar drones contra a Coreia do Norte, dois meses antes da tentativa de golpe. Segundo o inquérito, o episódio seria parte de seu plano para provocar uma retaliação de Pyongyang e, assim, justificar a imposição da lei marcial no país. 

De acordo com a reportagem do jornal The Korea Times, Yoon também tentou enganar a imprensa internacional ao alegar que a decretação da lei marcial era legalizada pela Constituição sul-coreana.

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Conforme as apurações, o fracasso da lei marcial provocou uma repercussão global, obrigando o ex-mandatário a realizar uma ligação emergencial ao então secretário presidencial de Relações Públicas estrangeiras, Ha Tae Won, quem foi ordenado a manipular as diretrizes de orientação de cobertura aos correspondentes, retratando  a lei marcial na Coreia do Sul como constitucionalmente fundamentada e legalizada.

Ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol é preso novamente
Arlington National Cemetery

Preso pela segunda vez

Após ser detido em janeiro, acusado de insurreição, Yoon conseguiu a liberdade dois meses depois, em março, após promotores desistirem de recorrer de uma decisão judicial que suspendeu o mandado de prisão.

Na ocasião, a equipe jurídica do ultradireitista argumentou que o indiciamento de seu cliente ocorreu em 26 de janeiro, ou seja, um dia após o término de seu período legal de detenção e que, portanto, sua continuidade deveria ser considerada inválida.

Em abril, o Tribunal Constitucional da Coreia do Sul determinou o impeachment do ex-presidente, por uma decisão unânime, pela tentativa de decretar a lei marcial no país. Com a decisão, o político tornou-se o primeiro chefe de Estado em exercício a ser destituído do cargo.

(*) Com Ansa