Terça-feira, 3 de março de 2026
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O ex-príncipe da Inglaterra Andrew Mountbatten-Windsor foi acusado pelo parlamentar Suhas Subramanyam, que lidera a investigação do Caso Jeffrey Epstein no Congresso, de “se esconder” do pedido para prestar depoimento em seu comitê, ao mesmo tempo em que o Congresso está se aproximando da votação sobre a divulgação de arquivos do governo norte-americano.

No início deste mês, Suhas Subramanyam, que é membro do Partido Democrata e integrante do comitê de supervisão da Câmara dos Representantes, pediu que Mountbatten-Windsor prestasse depoimento sobre a forma como o governo de Donald Trump lidou com o caso contra Epstein, que morreu em 2019 enquanto aguardava seu julgamento em prisão preventiva.

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Ao jornal britânico Guardian, Subramanyam afirmou que o membro da família real britânica – e que ainda ostenta o título de Duque de York – “tem se escondido de nós, e acho que ele continuará tentando se esconder das pessoas que estão realizando investigações sérias sobre o assunto”.

Andrew perdeu seu título real após o irmão, o Rei Charles III, expressar preocupação sobre sua amizade com Epstein mesmo após a condenação do empresário norte-americano, e também com a denúncia de Virginia Giuffre, uma das vítimas do esquema, que afirmou ter sido violentada tanto pelo traficante sexual quanto pelo então príncipe.

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Os congressistas do Partido Democrata declararam seu apoio à intimidação de Andrew após o ministro do Comércio do Reino Unido, Chris Bryant, declarar que “assim como qualquer cidadão comum”, o ex-príncipe deveria atender aos pedidos de parlamentares americanos para depor.

Andrew Mountbatten-Windsor perdeu seu título de príncipe inglês em outubro deste ano
wikimedia

Novas provas

A iniciativa de Subramanyam ganhou força no Congresso dos Estados Unidos após seu colega de bancada, James Comer, divulgar mais de 20 mil e-mails adquiridos do espólio de Epstein, os quais evidenciaram ainda mais as conexões deste com Donald Trump e líderes importantes do mundo todo. As mensagens trouxeram novos indícios dos contatos mantidos entre Andrew e o falecido financista.

“A cada nova série de evidência que encontramos, sempre achamos o nome do príncipe Andrew nos documentos. Se ele espera que a história simplesmente desapareça, ignorando os convites e permanecendo em silêncio, ficará profundamente desapontado à medida que continuarmos a investigar o caso ao longo do próximo ano e além”, afirmou Subramanyam,

Nesta terça-feira (18/11), a Câmara dos Representantes deve votar um projeto de lei obrigando a divulgação de arquivos do governo norte- americano vinculados a Epstein, devido a que o presidente norte-americano Donald Trump recomendou ao Partido Republicano, ao qual pertence, que vote a favor da proposta.

Para Subramanyam “as vítimas atingidas se mantem muito fortes e corajosas em relação a isso, e o público em geral está farto da administração Trump por causa disso”.