Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Compartilhe:

Tropas militares e unidades das forças de segurança fecharam nesta sexta-feira (23/08) a praça Tahrir e cortaram algumas das principais vias do Cairo com a previsão de manifestações a favor do presidente egípcio Mohamed Mursi, destituído no início de julho.

Leia mais:
Rússia denuncia “onda de propaganda anti-Síria”, enquanto ONU fala em “intervenção”

E-mail

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.

Canal do WhatsApp O mundo em movimento direto no seu celular.
Siga
TV Opera Mundi Opinião, contexto e coragem jornalística.
Sintonize

Dirigentes islâmicos convocaram marchas que sairão após a reza do meio-dia de 28 mesquitas da cidade, entre elas a de Fateh, na praça Ramsés, que foi palco de confrontos entre a polícia e manifestantes há exatamente uma semana.

Leia mais:
Cidade dos EUA irá prender mendigos que não saírem do centro

Cobertura especial Veja os resultados do 1° turno das Eleições Acompanhe

O exército fechou com veículos blindados e cercas de arame farpado todos os acessos à praça Tahrir, em meio à “Sexta-Feira dos Mártires” convocada pela Irmandade Muçulmana, uma prova de fogo para comprovar a capacidade de organização e resistência do grupo islâmico após a detenção de quase toda a sua cúpula.

Leia mais:
Cruzada moral da extrema-direita russa mira álcool, judeus e imigrantes

As forças militares fecharam também com barreiras e arames a avenida Gamat Adual Al Arabiya, no bairro de Mohandisín, assim como as principais ruas que levam a essa avenida, na qual fica a mesquita Mustafá Mahmud, outro dos lugares onde se esperam protestos.
 

Dirigentes da Irmandade Muçulmana voltam a protestar contra destituição de Mohamed Mursi

NULL

NULL


Enquanto isso, o palácio presidencial de Itihadiya e o Ministério da Defesa estão cercados por um grande esquema militar e policial, com carros de combate e blindados, que fecha as ruas que levam ao aeroporto.

Outro ponto onde as forças de segurança reforçaram sua presença é a região da mesquita de Rabea al Adauiya, onde em 14 de agosto foi retirado à força a acampamento que os islamitas mantinham e onde morreram mais de 600 pessoas.

O Egito continua em estado de emergência, com um toque de recolher que entra diariamente em vigor às 19h.

Além disso, as manifestações acontecem apenas um dia depois que o ex-presidente Hosni Mubarak, deposto na revolução popular de 2011, saiu ontem da prisão por ter expirado o prazo para continuar em prisão preventiva, mas continuará sob prisão domiciliar no hospital militar em que foi internado. recer as penas contra condenados por violação.
 

Mais lidas