Tropas militares e unidades das forças de segurança fecharam nesta sexta-feira (23/08) a praça Tahrir e cortaram algumas das principais vias do Cairo com a previsão de manifestações a favor do presidente egípcio Mohamed Mursi, destituído no início de julho.
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Dirigentes islâmicos convocaram marchas que sairão após a reza do meio-dia de 28 mesquitas da cidade, entre elas a de Fateh, na praça Ramsés, que foi palco de confrontos entre a polícia e manifestantes há exatamente uma semana.
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O exército fechou com veículos blindados e cercas de arame farpado todos os acessos à praça Tahrir, em meio à “Sexta-Feira dos Mártires” convocada pela Irmandade Muçulmana, uma prova de fogo para comprovar a capacidade de organização e resistência do grupo islâmico após a detenção de quase toda a sua cúpula.
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As forças militares fecharam também com barreiras e arames a avenida Gamat Adual Al Arabiya, no bairro de Mohandisín, assim como as principais ruas que levam a essa avenida, na qual fica a mesquita Mustafá Mahmud, outro dos lugares onde se esperam protestos.
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Enquanto isso, o palácio presidencial de Itihadiya e o Ministério da Defesa estão cercados por um grande esquema militar e policial, com carros de combate e blindados, que fecha as ruas que levam ao aeroporto.
Outro ponto onde as forças de segurança reforçaram sua presença é a região da mesquita de Rabea al Adauiya, onde em 14 de agosto foi retirado à força a acampamento que os islamitas mantinham e onde morreram mais de 600 pessoas.
O Egito continua em estado de emergência, com um toque de recolher que entra diariamente em vigor às 19h.
Além disso, as manifestações acontecem apenas um dia depois que o ex-presidente Hosni Mubarak, deposto na revolução popular de 2011, saiu ontem da prisão por ter expirado o prazo para continuar em prisão preventiva, mas continuará sob prisão domiciliar no hospital militar em que foi internado. recer as penas contra condenados por violação.