Pelo menos três turistas sul-coreanos e um motorista egípcio morreram, além de outras 14 pessoas que ficaram feridas neste domingo (16/02) devido a uma explosão em um ônibus na cidade de Taba, na região sul do Sinai, no Egito. O grupo jihadista Ansar Beit al Maqdis (Seguidores da Casa de Jerusalém) reivindicou o “ataque” contra o veículo, ocorrido na região fronteiriça com Israel.
“Como prometemos, graças a Deus e a nossos 'mujahedins', explodimos o ônibus em Taba e vamos continuar orientando nossos ataques a sua economia, seu turismo e o gás”, escreveu o grupo em seu perfil no Twitter, sem especificar a forma na qual o ataque foi realizado.
Agência Efe

Ambulância israelense atravessa fronteira com o Egito para socorrer as vítimas da explosão
Em comunicado, o Ministério do Interior informou que as quatro vítimas morreram por causa de uma explosão, cuja origem ainda não foi determinada, na parte dianteira do ônibus.
O governador da província do Sul do Sinai, Khaled Fouda, havia informado mais cedo, em entrevista à rede de TV estatal, que a explosão foi provocada por uma bomba.
Segundo o Ministério, o ônibus, que ia atravessar a fronteira com Israel em direção à cidade de Eilat, vinha do Cairo e tinha visitado o mosteiro de Santa Catarina, no Sinai. O veículo foi parado em várias ocasiões, fato que pode ter sido aproveitado por alguém para colocar uma bomba.
A rede de TV estatal divulgou imagens do ônibus, que transportava cerca de 50 turistas (todos eles sul-coreanos, segundo as primeiras informações), completamente destruído.
As forças de segurança isolaram a área da explosão e transportaram os feridos ao hospital internacional da cidade egípcia de Sharm el-Sheikh.

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Se for confirmado que se trata de uma explosão, configurará o primeiro ataque terrorista com estas características contra estrangeiros na turística região da Península do Sinai, desde a derrubada do governo de Mohammed Mursi, em julho do ano passado.
Desde então, o Sinai registrou uma intensificação da atividade dos grupos extremistas, que enfrentam uma ampla ofensiva do exército contra suas posições