Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Compartilhe:

Parentes de quatro reféns assassinados atribuíram neste sábado (26/11) tanto às FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) como ao governo a responsabilidade pela morte de seus parentes. Segundo autoridades colombianas, o sargento Luis Alberto Erazo Maya, que estava com o grupo, conseguiu fugir e se escondeu na selva.

“Tanto o governo como as FARCsão uns assassinos”,afirmou à Agência Efe a irmã do falecido major de Polícia Elkin Hernández Rivas, detido desde o dia 13 de outubro de 1998. Ela lembrou que ao governo “sempre se pediu que não fizesse um resgate militar porque sabiam o custo de um resgate militar”.

E-mail

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.

Canal do WhatsApp O mundo em movimento direto no seu celular.
Siga
TV Opera Mundi Opinião, contexto e coragem jornalística.
Sintonize

O ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, admitiu que o fuzilamento dos três sequestrados aconteceu no marco de uma operação militar contra uma estrutura das FARC que os tinha em seu poder, em uma região rural do departamento de Caquetá.

Entre os mortos estava o refém que mais tempo passou cativo na guerrilha, José Líbio Martínez, sequestrado no dia 21 de dezembro de 1997. Os demais eram integrantes da Polícia Nacional: o coronel Edgar Yesid Duarte e o major Elkin Hernández Rivas, que foram feitos cativos em 13 de outubro de 1998, e o intendente-chefe Álvaro Moreno, sequestrado junto com Erazo em 9 de dezembro de 1999, os quatro em Caquetá.

Cobertura especial Veja os resultados do 1° turno das Eleições Acompanhe

O pai de Duarte, Darío Duarte, disse à edição eletrônica do jornal El Tiempo que “é uma política de governo ter oficiais para que as FARC os assassinem. O Exército é o culpado”.

A esposa do cabo Martínez, Claudia Tulcán, também reprovou a atitude das FARC, das quais exigiu “terminar esta guerra absurda”, falando de seu filho, Johan, que sofreu “este flagelo desde seu nascimento”.

Alguns dos parentes que participavam da Caravana pela Liberdade, um percurso em moto de cerca de sete mil quilômetros pela Colômbia, organizada pelo jornalista colombiano Herbin Hoyos, tiveram que deixar a cidade de Popayán (Cauca, sudoeste) e fretaram um avião para viajar a Bogotá. A casa da família do major Hernández recebeu visitas de membros da Polícia Nacional que foram dar pêsames, assim como integrantes da Associação Colombiana de Parentes de Membros da Polícia Retidos e Libertados por Grupos Guerrilheiros (Asfamipaz), confirmou à Efe sua presidente, Marleny Orjuela.

No local, eles acenderam velas para lembrar os militares mortos, enquanto as outras famílias, segundo Marleny, foram para o Clube de Agentes da Polícia de Bogotá. A eles se somarão em sinal de solidariedade os parentes do quinto companheiro de cativeiro dos quatro falecidos, o sargento de Polícia Luis Alberto Erazo Maya, que conseguiu fugir dos sequestradores. Hoyos anunciou que apesar desta triste notícia a Caravana pela Liberdade vai continuar seu caminho e convocou uma marcha contra o sequestro. 

O fuzilamento aconteceu após uma tentativa de resgate do exército

NULL

NULL

NULL

Mais lidas