Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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As FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) anunciaram nesta sexta-feira (23/08), em Havana, que pretendem fazer uma pausa momentânea nas negociações de paz com o governo. O objetivo é discutir o alcance da proposta anunciada ontem (22) por Juan Manuel Santos. O presidente colombiano propõe que um eventual acordo entre as partes seja colocado em referendo, concomitantemente com as eleições regionais previstas para março e maio de 2014.

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A informação foi comunicada por Jorge Torres Victoria, conhecido como “Pablo Catatumbo”, um dos líderes das negociações do grupo com o governo colombiano. “A delegação de paz das FARC decidiu fazer uma pausa nas discussões da mesa para centrar-se exclusivamente na análise dos alcances da proposta governamental, em detrimento da consulta interna que deve ser feita dentro da organização”, afirmou.

Presidente Juan Manuel Santos quer que eventual acordo entre governo e guerrilha seja colocado em votação

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Para a guerrilha, esse projeto “pretende unificar a data das eleições de março [primeiro turno] com a realização de um referendo no qual se dará ao primeiro mandatário [o presidente] faculdades extraordinárias que lhe permitirão manejar os assuntos relacionados à paz através de decretos”. Catatumbo também criticou que o anúncio do referendo foi feito sem que o governo explicasse os procedimentos de construção democrática do que será referendado.

Agência EfeCatatumbo, ao lado dos guerrilheiros Rodrigo Granda e Iván Marquez (dir.), anuncia pausa nas negociações

As FARC preferem que o caminho para a participação popular na construção de um acordo de paz seja a convocação da Assembleia Nacional Constituinte para que o povo seja “soberano sobre temas cruciais da realidade política, econômica e social de todos os colombianos. (…) A Constituinte, convocada no marco de um grande acordo político nacional, seria o caminho para alcançar um verdadeiro tratado de paz, justo e vinculante, que consolide nossa reconciliação, comande o destino da nação e a coloque na vanguarda da democracia real”. A posição da guerrilha a favor da Assembleia Constituinte já havia sido divulgada em junho.

Catatumbo também ressaltou que a guerrilha aproveitou o tempo corrido das negociações para escutar as opiniões do povo “em meio ao fervor da luta política e social que hoje estremece a Colômbia”. As FARC negociam com o governo o fim do conflito em Havana desde novembro de 2012.

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