Sábado, 17 de janeiro de 2026
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Na semana em que o Congresso dos EUA será protagonista por votar o apoio à intervenção na Síria, outro assunto militar também pode aparecer na pauta dos parlamentares norte-americanos. Isso porque, antes do recesso, 40 congressistas apresentaram na Câmara dos Deputados o projeto de lei HR 1989, ou Lei de Revisão do Treinamento de Soldados Latino-Americanos 2013, que pretende suspender as operações da Escola das Américas, hoje chamada Instituto do Hemisfério Ocidental para a Cooperação em Segurança (WHINSEC, por sua sigla em inglês).

A proposta também propõe realizar uma investigação sobre a conexão entre a formação militar externa dos Estados Unidos e os abusos contra os direitos humanos, já que diversos “graduados” da Escola das Américas são acusados em processos judiciais por esse tipo de violação.

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“Estou orgulhoso de apresentar uma vez mais esta importante legislação. É hora de suspender as operações de treinamento militar na América Latina e no Caribe. Estou contente em saber que muitos dos meus colegas se unem neste esforço”, disse o representante Jim McGovern.

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A Escola das Américas foi notícia em 1996, quando o Pentágono publicou manuais de treinamento que eram usados na academia militar e defendiam o uso da tortura, da extorsão e a execução. Centenas de seus alunos estão envolvidos em abusos contra diretos humanos e na formação de esquadrões de morte. Além disso, 11 ditadores militares latino-americanos, entre eles Manuel Noriega, do Panamá, Hugo Banzer, da Bolívia, Efraín Ríos Montt, da Guatemala, e Jorge Rafael Videla, da Argentina, frequentaram a Escola das Américas.

Além da intervenção na Síria, parlamentares discutirão treinamento militar a soldados latino-americanos

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Os líderes da tentativa de golpe de Estado de 2002, na Venezuela, e do golpe de Estado de 2009, em Honduras, também foram alunos da instituição.

Em novembro, dos dias 22 a 24, milhares de pessoas vão se reunir novamente na porta da Escola das Américas, no Fort Benning, na Geórgia, nos Estados Unidos, em memória dos que foram assassinados pelos ali graduados e para exigir o fechamento da instituição.

Os coautores da HR 2989, a Lei de Revisão do Treinamento de Soldados Latino-Americanos 2013 são os seguintes:

James P. McGovern (Massachusetts)
John Lewis (Geórgia)
Mike Fitzpatrick (Pensilvânia)
John Conyers, Jr. (Michigan)
Mike Michaud (Maine)
Keith Ellison (Minnesota)
Raúl Grijalva (Arizona)
Jan Schakowsky (Illinois)
Gwen Moore (Wisconsin)
Donna Edwards (Maryland)
Betty McCollum (Minnesota)
Peter DeFazio (Oregon)
Yvette Clarke (Nova York)
Jerrold Nadler (Nova York)
Mike Honda (Califórnia)
Danny Davis (Illinois)
Rosa DeLauro (Connecticut)
Wm. Lacy Clay (Missouri)
Barbara Lee (Califórnia)
Anna Eshoo (Califórnia)
Tim Bishop (Nova York)
Sam Farr (Califórnia)
Maxine Waters (Califórnia)
Peter Welch (Vermont)
Marcos Pocan (Wisconsin)
David Price (Carolina do Norte)
Earl Blumenauer (Oregon)
Louise Masacre (Nova York)
Paul Tonko (Nova York)
Donald Payne, Jr. (Nova Jersey)
George Miller (Califórnia)
John Yarmuth (Kentucky)
Frederica S. Wilson (Flórida)
John Tierney (Massachusetts)
José Serrano (Nova York)
Jim McDermott (Washington)
Jared Polis (Colorado)
Charles B. Rangel (Nova York)
Henry Waxman (Califórnia)
Lloyd Doggett (Texas)

(*) com Periodismo Humano