Quarta-feira, 4 de março de 2026
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Uma equipe de médicos de Porto Rico que foi apoiar as vítimas do terremoto no Haiti está sendo criticada por ter tirado fotografias em que cirurgiões sorriem antes de iniciar a amputação de uma haitiana e seguram garrafas de bebida alcoólica. Há também imagens de pacientes semi-nus. O conteúdo, publicado no site de relacionamentos Facebook, gerou polêmica em Porto Rico e foi reprovado pelo governo, que prometeu investigar a conduta dos médicos. Estes, por sua vez, dizem que as fotos foram tiradas do contexto.

EFE

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Os autores das imagens já retiraram as fotografias do site, mas o assunto continua sendo o tema central dos sites de informação portorriquenhos, como o jornal online Primera Hora, que continua a exibir as imagens.
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O presidente do parlamento de Porto Rico, Thomas Rivera Schatz, disse estar indignado e afirmou que a conduta dos clínicos foi “imprudente” e “indiscreta”.

O secretário de Saúde do país, Lorenzo Gonzalez, lamentou o episódio. “O comportamento de poucos prejudica o enorme esforço que muitos outros fizeram para prestar cuidados médicos de qualidade”, afirmou, segundo o Primera Hora.

A imagem de uma vítima do terremoto numa cama de hospital, nua da cintura para baixo, com exceção de uma pequena faixa de tecido cobrindo os genitais, causou especial indignação entre a Ordem dos Médicos e Cirurgiões de Porto Rico.

“Não é permitido tirar fotografias de pacientes, a não ser que eles dêem o seu consentimento por escrito, e muito menos publicar imagens de doentes nus”, disse o presidente da Ordem dos Médicos e Cirurgiões, Eduardo Ibarra.

Ainda segundo ele, médicos são proibidos de consumir bebidas alcoólicas enquanto desempenham suas atividades, em referência às imagens de funcionários portorriquenhos segurando garrafas de bebida. A rádio portorriquenha Noti Uno afirmou que a organização irá investigar a atuação de cada um dos médicos. Porto Rico enviou 170 profissionais ao Haiti.




Defesa

Os médicos envolvidos no escândalo defenderam-se afirmando que as fotografias foram tiradas do contexto e que as imagens com os doentes serviriam para documentar e partilhar entre os colegas o ambiente em que os profissionais estavam e como lidaram com a ausência as condições de salubridade.

Alguns deles já perderam a licença médica, de acordo com a Ordem.

Em reportagem da CNN, um dos médicos que aparece segurando um rifle se diz arrependido. Ele disse que as fotos serviriam de recordação. Um anestesista que acompanhava o grupo, mas que não apareceu em nenhuma das fotografias, afirmou que os médicos se esforçaram para ajudar os haitianos afetados pelo terremoto e que esse episódio manchava a reputação da equipe.

Fotografias de médicos portorriquenhos no Haiti geram indignação

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