Segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Compartilhe:


Mais lidas

A França homenageia neste domingo (13/11) as vítimas dos atentados de Paris, que deixou 130 mortos. O presidente francês, François Hollande, esteve acompanhado do primeiro-ministro Manuel Valls e outras autoridades francesas no Estade de France, em Saint Denis, e em outros locais atingidos pelos ataques terroristas de 13 de novembro de 2015, nos quais 130 pessoas morreram.

Hollande e a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, inauguraram seis placas em memória dos 130 mortos. A primeira placa com o nome de Manuel Dias, única vítima fatal da explosão de três homens-bomba nas imediações do estádio na periferia de Paris, o primeiro alvo dos jihadistas há um ano. Durante a cerimônia, somente o filho da vítima falou e pediu “uma reação tolerante e inteligente” contra os terroristas.

Agência Efe

Placa inagurada em frente ao café “La Belle Equipe”, em Paris

As homenagens aconteceram em frente aos quatro restaurantes e bares do 10° e 11° distritos de Paris que sofreram os ataques, além da casa de shows Bataclan. As cerimônias contaram com a presença de sobreviventes dos atentados, familiares e também dos membros da banda Eagles of Death Metal, que tocavam no Bataclan no momento do ataque.

Os ataques foram reivindicados pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que é combatido pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, da qual a França é uma das integrantes mais ativas.

Agência Efe

Balões foram soltos em cerimônia que lembrou vítimas dos atentados de 13 de novembro de 2015

Balões foram soltos em memória aos ataques; casa de espetáculos Bataclan reabriu com show de Sting

NULL

NULL

Bataclan reabre com show de Sting

A sala de espetáculos parisiense Bataclan reabriu neste sábado (12/11) com um concerto de Sting na véspera do primeiro aniversário dos ataques jihadistas que deixaram 130 mortos em distintas partes da capital francesa.

“Era a única resposta ao terror desse dia”, afirmou o codiretor do Bataclan, Jules Frutos, que em entrevista à emissora France Info afirmou que Sting tinha se oferecido para tocar no local, onde morreram nos ataques 90 pessoas e várias centenas ficaram feridas.

“Foi ele quem lançou a primeira pedra. Não demorei muito para apanhá-la”, indicou Frutos, que explicou que o interior do Bataclan “foi refeito de forma idêntica” e que as obras terminaram na semana passada.

Agência Efe

Sting se ofereceu para tocar na casa de shows Bataclan, principal alvo dos atentados de 2015 em Paris

Frutos ainda declarou que a banda norte-americana Eagles of Death Metal, que se apresentava no Bataclan, em Paris, quando ocorreram os atentados de 13 de novembro de 2015, não é mais bem-vinda na casa de espetáculos.

Segundo ele, o motivo para o veto aos Eagles of Death Metal é a postura do vocalista e guitarrista da banda, Jesse Hughes, após os ataques que mataram 130 pessoas em Paris. No início de março deste ano, o líder do grupo de rock afirmou que o atentado havia sido preparado dentro da casa de espetáculos e levantou suspeitas sobre as forças de segurança.

Além disso, garantiu ter visto “muçulmanos festejando pelas ruas durante os ataques, em tempo real”. “Me lembro deles enquanto olhavam o meu amigo. Considerei que se tratava de inveja dos árabes [em relação aos norte-americanos]”, disse na ocasião. Após uma avalanche de reações indignadas, Hughes pediu desculpas pelas frases.

Os roqueiros do Eagles of Death Metal “não passarão por Bataclan”, anunciou o codiretor, que acrescentou que “por respeito de todos (…) e da decência, não os convidaria”.

Ainda assim, a banda particiou neste domingo (13/11) de uma cerimônia em frente à casa de espetáculos pelo aniversário de um ano dos ataques.

Agência Efe

Bataclan reabriu na noite de sábado (12/11), um ano após os atentados que cobraram a vida de 89 pessoas durante show no local

O massacre no Bataclan deixou 89 mortos e contribuiu com a maior parte das 130 vítimas dos atentados de 13 de novembro, que também atingiram bares e restaurantes dos 10º e 11º arrondissements de Paris e o Stade de France, nos arredores da capital.

Nesta sexta-feira (11/11), foi guardado um minuto de silêncio durante o jogo de futebol entre as seleções da França e da Suécia no estádio, um dos palcos da ação terrorista, com a presença do presidente francês, François Hollande.

Outros ataques

Em julho, um terrorista invadiu uma alameda fechada para pedestres em Nice, no sul do país, e matou 86 pessoas com um caminhão.

No mesmo mês, dois jihadistas entraram em uma igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray, no norte, e degolaram um padre, Jacques Hamel, em pleno altar.

Durante todo esse último ano, a França viveu sob estado de emergência e na expectativa dos resultados do inquérito conjunto com a Bélgica, onde o único suposto terrorista de 13 de novembro ainda vivo, Salah Abdeslam, foi capturado.

A situação vai se prolongar em 2017 por pelo menos “alguns meses” perante a campanha das eleições presidenciais e legislativas na primavera, segundo explicou Valls em entrevista à BBC.

(*) Com agências