Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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A cúpula dos países mais industrializados do mundo, G7, encerrada nesta segunda-feira (08/06), se destacou pelo compromisso do grupo contra o aquecimento global. Entre os posicionamentos mais significativos está a meta de acabar, ou reduzir significativamente, o uso de combustíveis fósseis até 2100. Os compromissos assumidos são considerados “fundamentais” para que a Cúpula do Clima de Paris, que será realizada no final deste ano e substituirá o Protocolo de Kyoto, tenha êxito.

Agência Efe

Merkel, Obama e o primeiro-ministro italiano 
Matteo Renzi

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Como meio de impedir que as mudanças climáticas não ultrapassem dois graus centígrados, em comparação com os valores pré-industriais, os líderes de Alemanha, França, Reino Unido, Itália, EUA, Canadá e Japão, reunidos no palácio de Elmau, no sul da Alemanha, concordaram que a economia global deve ser 'descarbonizada' ao longo do século. O grupo, no entanto, não especificou objetivos concretos em nível nacional para que isso ocorra.

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Assim, o acordo prevê: a redução, até 2050, das emissões de gases de efeito estufa de 40% a 70%; a transformação dos setores energéticos dos países do G7 até 2050; e o comprometimento em acelerar o acesso a energias renováveis na África. Apesar das declarações, não foram concretizadas as contribuições financeiras para a execução destes projetos.

Além disso, o G7 consentiu em fornecer seguro e proteção para os países mais pobres e vulneráveis contra os impactos das mudanças climáticas. Para isso, está previsto o fomento do Fundo Verde do Clima, um mecanismo que deverá destinar US$ 100 bilhões por ano a essas nações. A medida, no entanto, é considerada insuficiente por especialistas. Em declaração à agência Envolverde, o líder da Oxfam para a política de mudança climática, Tim Gore, disse que os líderes ainda não estão sendo definitivos sobre como manterão a promessa. “Os países em desenvolvimento precisam de um roteiro financeiro crível, não um conjunto de truques contábeis”.

 

Cúpula também ameaçou Rússia com novas sanções e alertou Grécia de que ‘tempo está acabando’ para um acordo com credores

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Com relação ao desenvolvimento e à saúde, os demais integrantes do G7 se somaram à iniciativa dos Estados Unidos e se comprometeram a prestar apoio a 60 países durante os próximos cinco anos, incluindo os estados da África Ocidental, para que seus sistemas de saúde estejam preparados para evitar futuros surtos epidêmicos e evitar uma nova crise no continente, como a do ebola.

Como preparativo para a reunião da Assembleia Geral da ONU em setembro, onde deve ser negociada a Agenda Pós 2015 que substituirá os Objetivos do Milênio, o G7 assumiu a meta de tirar 500 milhões de pessoas da fome e da desnutrição nos países em desenvolvimento até 2030.

Rússia e Grécia

Por outro lado, os líderes voltaram a condenar o que consideram uma intervenção de Moscou na Ucrânia e se mostraram unidos na política de sanções. “Estamos dispostos a reforçar as sanções se a situação assim exigir”, afirmou a chanceler alemã, Angela Merkel, anfitriã da cúpula, apoiada pelo presidente norte-americano, Barack Obama.

Agência Efe

Líderes do G7 e países convidados posam para foto oficial

A duração das sanções está vinculada ao compromisso da Rússia com os acordos de Minsk, ratificaram na declaração final.

Ao fim do encontro, Obama destacou em entrevista coletiva que “pelo segundo ano consecutivo, é realizada uma cúpula do G7 sem a Rússia, o que é um exemplo a mais de seu isolamento. Cada um dos países do G7 mantém suas sanções à Rússia pela agressão contra a Ucrânia”, da qual já se completaram 15 meses.

A crise da Grécia também foi assunto no encontro. Obama pediu “flexibilidade” tanto da Grécia como de seus credores e exigiu seriedade do governo grego para fazer reformas que satisfaçam as instituições e que, principalmente, beneficiem os próprios gregos.

Merkel por sua vez lembrou a Grécia que “não há muito mais tempo” para chegar a um acordo e reiterou que o país deve adotar medidas para desfrutar da solidariedade dos parceiros europeus e do FMI (Fundo Monetário Internacional).

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