Sábado, 5 de setembro de 2026
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Agência Efe

Equipe de representantes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que vão participar das negociações com o governo em Oslo

As equipes de representantes do governo colombiano e das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) chegam neste domingo (14/10) em Oslo, capital norueguesa, para encontro de negociação de paz. 

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Durante dois dias, ambas as partes irão travar diálogos em busca de um acordo para terminar com o conflito que atinge o país há quase 5 décadas. O resultado deste encontro será anunciado em uma entrevista coletiva conjunta na próxima quarta-feira (17/10), conforme já havia sido anunciado. 

Autoridades mantêm informações sobre o diálogo em sigilo

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As negociações serão acompanhadas por representantes da Noruega, de Cuba, da Venezuela e do Chile que participam do processo desde o seu início. Segundo o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, “sem o apoio destes países, não chegaríamos até aqui”. 

Os detalhes sobre o diálogo na Noruega estão sendo mantidos sob sigilo e a discrição do país-sede tem contribuído muito para esse objetivo, segundo os jornais colombianos. 

Fontes que não quiseram se identificar afirmaram a radio colombiana Caracol que os delegados da FARC viriam de Havana em um vôo com escala em Paris. Outros jornais locais indicam que a roda de negociações acontecerá em um espaço afastado da cidade norueguesa. 

Histórico

Sustentado em três etapas, o acordo contará com cinco pontos principais exigidos pelo governo: desenvolvimento rural; garantias para o exercício político de oposição e da participação cidadã, fim do conflito armado e do narcotráfico; e, por fim, reconhecimento dos direitos e atendimento às vítimas.

Santos confirmou que o diálogo começou há cerca de seis meses, em Havana, com o acompanhamento de Cuba e Noruega, que “continuarão atuando nas próximas etapas da negociação”. Antes do início do diálogo, porém, também foi realizado um “trabalho preparatório”, de um ano e meio de duração. 

O presidente se mostrou otimista para o sucesso do diálogo e elogiou as FARC por “terem respeitado tudo o que foi acordado até aqui”, mas garantiu que continuará com todas as operações militares e que não cederá “nenhum milímetro do território nacional”. “Se as FARC continuarem com a mesma seriedade, temos boas perspectivas de êxito. Peço paciência e força ao povo colombiano, ante um eventual aumento de violência por parte das FARC, que seria respondido com toda a contundência. O governo não fará concessões de nenhum tipo na parte militar.”

O processo de negociação pela paz foi anunciado no dia 4 de setembro por Santos. “Confirmo a assinatura do Acordo Geral para o Fim do Conflito, que consiste em uma visão conjunta e uma agenda para o término da violência no nosso país. Tenho a convicção de que estamos frente a uma oportunidade real de acabar de forma definitiva com o conflito interno”, afirmou o presidente.

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