O chefe do Executivo de Hong Kong, C.Y. Leung, advertiu neste sábado (04/10) que tomará “todas as ações necessárias” para que a ordem social seja restabelecida e para que a cidade possa voltar à normalidade na próxima segunda-feira. “O Executivo e a polícia têm o dever e a determinação de tomar todas as medidas necessárias para restabelecer a ordem social, para que o governo e os sete milhões de habitantes em Hong Kong possam voltar ao seu trabalho e à sua vida normal”, assegurou Leung em comunicado.
Leung defendeu sua postura ao afirmar que o movimento por mais democracia, que desde o último domingo (28/09) tem reunido milhares de pessoas nas ruas de Hong Kong, causou “um sério impacto na vida e na renda das pessoas e também nos serviços públicos”. No comunicado, o político condenou “todos os atos de violência” e garantiu que a situação pode se refletir em um estado de descontrole, com consequências “graves para a segurança pública e a ordem social”. “Espero que os organizadores e os participantes do 'Occupy Central' possam, pelo bem comum, pôr fim a seus encontros na rua”, declarou Leung.
Agência Efe

Protestantes ignoram advertências do governo e se reúnem nas ruas de Hong Kong nesse sábado (04/10)

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No entanto, horas após a divulgação do comunicado, dezenas de milhares de pessoas se dirigiram ao distrito de Admiralty, nos arredores da sede do Executivo, na maior ocupação desde o início dos protestos, segundo o jornal britânico The Guardian. Os estudantes decidiram ignorar as advertências do governo local para que deixassem as ruas e estão fazendo uma grande reunião para decidir os rumos do movimento, que reivindica democracia plena na ex-colônia britânica.
Espera-se que os líderes estudantis decidam sobre aumentar os protestos ou tentar retornar à via do diálogo com o governo, depois que as negociações foram suspensas na última sexta-feira (03/10) após vários ataques contra os manifestantes em diversos pontos da cidade. Segundo os jovens, grupos pró-China orquestrados pelo governo de Pequim atacaram os manifestantes e tentaram desmontar o acampamento instalado há uma semana em vários lugares da cidade diante de uma atitude “passiva” da polícia, que negou sua complacência com as agressões.
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Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pequim, declarou em entrevista coletiva na última segunda-feira (29/09) que a China classifica os protestos como “ilegais” e que as manifestações “debilitam a ordem social e o Estado de direito” no território, que é uma região administrativa especial da China. Ela também criticou possíveis ingerências estrangeiras nos protestos, e destacou que a cidade é chinesa e seus assuntos devem ser discutidos dentro do âmbito da soberania nacional deste país.