Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Efe
Manifestantes se reúnem na praça Erada, centro dos protestos contra o governo que renunciou nesta segunda

O gabinete de ministros do Kuwait entregou, nesta segunda-feira (28/11), uma carta de renúncia ao líder-supremo do país, o emir Sheikh Sabah al-Ahmad al-Sabah. A queda do governo ocorre após a maior onda de protestos populares ocorrida no país em sua história recente. Inspirado na Primavera Árabe, que derrubou ditadores em países vizinhos, o movimento pedia a saída do primeiro-ministro Sheikh Nasser al-Mohammad al-Sabah, que é alvo de acusações de corrupção, além de outras mudanças no sistema político.

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“O gabinete do Kuwait renunciou e essa renúncia foi aceita pelo emir”, disse o líder da oposição, Khaled al-Sultan Islamist, de acordo com a rede de TV Al-Arabyia.

De acordo com jornal Kuwait News, além da renúncia do governo, o Parlamento kuwaitiano também teria sido dissolvido. Entretanto, essa informação ainda não foi confirmada.

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A crise no Kuwait se intensificou no dia 17 de novembro, quando milhares de manifestantes entraram no Parlamento depois que a Polícia empregou a força para dissolver uma passeata que pedia a renúncia do chefe do governo.

Em outubro, os protestos motivaram a renúncia do ministro de Relações Exteriores, Mohammed Salem Al-Sabah, ligado a uma suposta trama de corrupção na qual membros do Executivo teriam pago subornos a parlamentares para “ganhar sua lealdade”.

As desavenças na Assembleia Parlamentar e as crises governamentais são uma constante neste rico reino petroleiro do Golfo, que conta com um dos Parlamentos mais democráticos da região.

*Com agências Reuters e Efe.

Premiê Nasser al-Sabah renuncia por denúncias de corrupção; parlamento pode ser dissolvido

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