Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Governo e opositores da Síria trocaram neste sábado (12/02) acusações sobre um suposto ataque químico perpetrado na sexta-feira na cidade de Kafr Zita, na província central de Hama.

Segundo a televisão oficial, “terroristas” da Frente al Nusra, vinculada à Al Qaeda, lançaram um ataque com gás tóxico nesta população, onde pelo menos duas pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas.

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A emissora acrescentou que a Frente al Nusra tinha intenção de realizar ações similares em outras zonas de Hama.

Por sua vez, a principal aliança política opositora, a CNFROS (Coalizão Nacional Síria), acusou as forças do governo de Bashar al Assad de ter empregado gases tóxicos e outras substâncias em um bombardeio em Kafr Zita.

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A CNFROS, que citou ativistas na zona, assinalou que os soldados governamentais empregaram gás tóxico no ataque, que ocasionou sintomas de asfixia a dezenas de civis, entre eles menores.

Autoria de suposto uso de gás tóxico na província de Hama é desconhecida; 2 pessoas morreram e mais de 100 estão feridas

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Além disso, o Observatório Sírio de Direitos Humanos, que falou com fontes médicas do hospital de Kafr Zita, indicou que ontem chegaram a este centro vários casos de asfixia e intoxicação após um bombardeio da aviação governamental. Segundo as fontes, uma espessa nuvem de fumaça se expandiu pela cidade após o ataque aéreo.

A ONG acrescentou que em Harasta, ao noroeste de Damasco, houve também várias pessoas com sintomas de asfixia após um bombardeio similar das forças do regime.

A CNFROS também falou deste ataque, no qual, assegurou, foi empregado um gás tóxico com uma alta concentração de pesticidas e culpou o regime.

Destruição do arsenal químico

Em 9 de abril, o presidente da Opaq (Organização para a Proibição das Armas Químicas), Ahmed Üzümcü, anunciou que em “maio ou junho” a Síria poderá se declarar país livre desse tipo de armamento, faltando apenas que sejam feitas algumas “verificações” e terminem os últimos envios de material.

Em setembro passado, a Síria aceitou destruir seu arsenal químico após um acordo entre EUA e Rússia que evitou uma intervenção militar americana na Síria, após um bombardeio com armas químicas em agosto em um subúrbio de Damasco.

Washington acusou Damasco de estar por trás de dito ataque, o que as autoridades sírias negaram.

Uma missão conjunta da ONU e da Opaq está se encarregando de tirar as armas químicas do país para sua destruição no mar. 

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