Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Compartilhe:

O governo de unidade palestino constituirá uma equipe de especialistas para supervisionar a reconstrução de Gaza, depois da operação israelense que devastou a faixa.

“A missão da equipe será colocar em prática os planos executivos e decidir as prioridades da reconstrução”, informou nesta terça-feira (21/10) um comunicado do gabinete, emitido após uma reunião por videoconferência de Ramala e Gaza.

E-mail

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.

Canal do WhatsApp O mundo em movimento direto no seu celular.
Siga
TV Opera Mundi Opinião, contexto e coragem jornalística.
Sintonize

O Executivo palestino, que ainda não elegeu os integrantes do grupo, informou que a equipe estará em contato com os doadores, o setor privado e a sociedade civil.

Especialistas calculam que cerca de 48 mil casas foram afetadas em Gaza – 18 mil totalmente destruídas – pelos bombardeios israelenses. Os danos também são grandes em infraestruturas e edifícios públicos.

Cobertura especial Veja os resultados do 1° turno das Eleições Acompanhe

Na semana passada, a comunidade internacional se reuniu no Cairo para organizar as doações necessárias para a reconstrução, que pode custar, de acordo com diferentes cálculos, até US$ 5 bilhões.

Grupo, que ainda não teve membros apontados, estará em contato com doadores do Cairo, setor privado e sociedade civil

NULL

NULL

Embora a ofensiva tenha terminado há dois meses e os países doadores tenham se comprometido a ajudar, poucos avanços podem ser vistos no território.

A comunidade internacional ainda deve resolver com Israel a autorização para conceder grandes quantidades de cimento e materiais de construção.

Desde o fim da guerra, Israel deixou passar pequenas contribuições sob supervisão do governo da cidade de Ramala, mas exige medidas de controle para a passagem destes materiais. O objetivo é não deixar que sejam utilizados na construção de túneis com os quais as milícias possam atacar posições israelenses.

Em comunicado, o porta-voz do movimento islamita Hamas, Sami Abu Zuhri, acusou Israel de atrasar deliberadamente o processo. Antes, o ministro da Defesa israelense, Moshe Yaalon, advertiu que o país cessará a entrada de materiais de construção se descobrir que estão sendo utilizados nos túneis.

“As declarações de Yaalon têm o objeto de chantagear os palestinos e provam que Israel está atrasando o processo de reconstrução”, afirmou o porta-voz, que incentivou a comunidade internacional a intervir “antes a paciência de Gaza acabe”.

Mais lidas