Governo venezuelano projeta aumento de 37% nas receitas para 2026
Presidenta interina, Delcy Rodríguez, afirmou que distribuição seguirá modelo de 2025, com prioridade para comunas
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta quarta-feira (21/01), que as receitas do país vão aumentar 37% no ano de 2026. A estimativa foi apresentada durante sessão do Conselho Federal de Governo, no Palácio de Miraflores, com participação de governadores, prefeitos e ministros do gabinete.
Segundo ela, o resultado decorre de uma “administração responsável” e da “recuperação progressiva das capacidades produtivas” do país. O anúncio ocorre em meio às negociações entre Caracas e Washington para o incremento da venda de petróleo. A presidenta interina disse ainda que os recursos previstos terão impacto direto nos governos regionais.
A distribuição das receitas seguirá o mesmo critério adotado em 2025, e vai manter as comunas no centro dos repasses de recursos. Do total, 53% serão destinados ao “Poder Popular”, onde estão inseridos os conselhos comunais, 29% aos governos, 15% às prefeituras e 3% ao “fortalecimento institucional”. Rodríguez afirmou que a alocação permitirá ampliar a capacidade de gestão territorial. “Vocês vão ter mais recursos para sua gestão, que sei que precisam”, declarou às autoridades presentes.
Durante a sessão, a presidenta interina incentivou governadores e prefeitos a coordenarem ações conjuntas com o governo nacional “em defesa do povo venezuelano” e em favor da “paz e da tranquilidade econômica, política e social” do país. Ela também anunciou que o governo nacional intervirá para “corrigir desequilíbrios” na distribuição de recursos entre capitais e cidades do interior.
Rodríguez confirmou ainda a realização de uma consulta popular no dia 8 de março. Criado em 2024, o mecanismo prevê que comunidades elejam, por voto direto, projetos prioritários para receber recursos públicos. Segundo o governo, o instrumento amplia a participação das comunidades na definição de políticas locais.
Na véspera do encontro, a presidenta interina havia anunciado a entrada de US$ 300 milhões no país, após acordo que autoriza a comercialização de até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano para os Estados Unidos.
Rodríguez informou que as receitas provenientes da venda do petróleo serão incorporadas a dois fundos soberanos em fase de criação, destinados a programas sociais e a obras de infraestrutura.
A presidenta interina afirmou que o plano econômico faz parte de um planejamento traçado pelo presidente Nicolás Maduro, sequestrado no dia 3 de janeiro pelo governo Donald Trump. “Vínhamos trabalhando e isso havia sido aprovado pelo presidente desde o ano passado”, declarou.























