Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Um relatório do governo sul-africano livrou o presidente do país, Jacob Zuma, das acusações de ter utilizado fundos públicos para remodelar sua residência privada em Nkandla, na província de Kwazulu-Natal. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (20/12) pelo jornal local The Citizen.

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“Alegações de que o presidente utilizou recursos do Estado para construir ou melhorar a sua residência pessoal são infundadas”, declarou o ministro das Obras Públicas, Thulasi Nxesi, em uma conferência de imprensa para apresentar o relatório do inquérito governamental sobre o caso.

Agência Efe

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, foi considerado inocente por relatório do governo sul-africano

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Nxesi afirmou também que não foi Zuma quem pediu as reformas, que teriam sido recomendações da polícia e do exército sul-africanos, e que as obras eram “necessárias”. “Nenhum dinheiro público foi usado para construir a residência privada do presidente”, insistiu.

Mandatário sul-africano é acusado de usar fundos para remodelar sua residência privada

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O relatório, muito criticado pela oposição e pela imprensa local, foi publicado três semanas depois da divulgação do conteúdo de um primeiro informe provisório formulado pela promotora pública Thuli Mandonsela.

A porta-voz parlamentar da DA (sigla em inglês da Aliança Democrática, principal partido opositor), Lindiwe Mazibuko, qualificou o relatório governamental de “insulto a todos os sul-africanos”.

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Segundo Mandonsela, Zuma teria incluído nas despesas de segurança da residência, pagas pelo Estado, a construção de uma piscina, um anfiteatro, um curral para o gado e casas para parentes. O relatório da promotora, vazada um mês antes da morte de Nelson Mandela, foi revelada pelo jornal Mail & Guardian.

Mandonsela é encarregada de investigar casos de corrupção e abuso de poder e defendia um reembolso parcial dos 14,5 milhões de euros gastos nas obras, por considerar que alguns melhoramentos foram “indevidamente” incluídos, com “enorme custo” para o contribuinte. Até o momento, ela não comentou o relatório governamental.
 

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