Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
APOIE
Menu

O jornal britânico The Guardian publicou neste sábado (16/11) uma reportagem destacando “preocupação crescente” de que a Argentina, sob a liderança do presidente de extrema direita Javier Milei, possa se retirar do acordo climático de Paris.

Segundo o diário, Milei, um “negador prolífico da ciência climática”, está considerando anunciar uma saída formal do acordo após a Casa Rosada ordenar a delegação argentina a deixar a COP29 em Baku, no Azerbaijão, três dias depois do início do encontro.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Ainda de acordo com o Guardian, essa decisão pode ser tomada após uma reunião entre Milei e o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Vale lembrar que o argentino foi o primeiro líder mundial a se encontrar com Trump após sua eleição, em Mar-a-Lago, na Flórida.

“Milei já havia chamado a crise climática de uma ‘mentira socialista’ e prometeu retirar a Argentina do acordo de Paris durante sua campanha no ano passado, mas ele recuou posteriormente. Trump já prometeu retirar os EUA do acordo climático pela segunda vez depois de ter se retirado em 2016, quando nenhum outro país o seguiu”, apontou o diário.

Mais lidas

Espera-se que o segundo governo Trump continue com a movimentação para retirar novamente Washington do acordo após tomar posse em 20 de janeiro.

O Guardian informou que há “pressões” de aliados do bilionário para uma “saída mais permanente” dos EUA do acordo de Paris e “até mesmo da estrutura climática subjacente das Nações Unidas”.

No entanto, uma saída da Argentina do acordo climático pode enfrentar uma “forte oposição” interna. O jornal destaca que Oscar Soria, diretor argentino do think tank Common Initiative, afirmou que a política ambiental de Milei é movida ideologicamente e alimentada por “desinformação e doutrina extremista”: “é um coquetel perigoso que já está afetando – e continuará afetando – o bem-estar dos argentinos”.

“A ação climática global continuará, com ou sem a Argentina. Isso foi provado como verdade no caso dos Estados Unidos quando Trump decidiu deixar o acordo de Paris em 2017. Muitos líderes de extrema direita subestimaram o acordo de Paris antes. Este grupo parece destinado a fazer o mesmo”, disse Soria.