Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Agência Efe

A responsável pela educação na Catalunha, Irene Rigau, abandonou a reunião em que o governo explicava o projeto

O governo da Catalunha rechaçou nesta terça-feira (04/12) o projeto de reforma da educação anunciado pelo governo de Mariano Rajoy, que prevê aumento das aulas em castelhano, em detrimento das línguas regionais, como galego e catalão.

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A conselheira da região para educação, Irene Rigau, abandonou a reunião em que o ministro José Ignacio Wert explicava as medidas do novo plano, considerado “inconstitucional” por algumas regiões do país.

De acordo com Rigau, a reforma de Rajoy não é “aplicável” para o caso da Catalunha, pois a legislação local prevê um “tratamento adequado” ao catalão. Rigau afirmou que a comunidade estuda até mesmo recorrer ao Tribunal Constitucional sobre o assunto.

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Governo espanhol pretende diminuir a influência de línguas regionais como galego e catalão

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O presidente da Catalunha, Artur Mas, também se pronunciou e disse que aplicará a lei de educação da sua região. “É hora de estarmos unidos”, afirmou.

Apesar de não ter uma língua própria, como acontece na Catalunha, o governo de Andalucía também demonstrou insatisfação com a reforma.

O principal problema para o presidente regional, José Antonio Griñán, é o fim da disciplina Educação para Cidadania, que será alterada por outra chamada Valores Éticos, atendendo a uma reivindicação da Igreja Católica.

“É um modelo terrível que coloca a religião e a Constituição em um mesmo patamar, sendo que a religião não é nem pode ser obrigatória”, argumentou Griñán. 

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