Sábado, 12 de setembro de 2026
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O indicado por Donald Trump para cobrir a vaga aberta na Suprema Corte dos Estados Unidos, Neil Gorsuch, afirmou nesta quarta-feira (08/02) que as críticas do presidente americano a um juiz federal e ao Judiciário do país são “decepcionantes” e “desmoralizantes”, segundo confirmou seu porta-voz.

“Ele me disse que está decepcionado pelos comentários desmoralizantes e aborrecíveis que o presidente Trump fez sobre o sistema judiciário”, afirmou a jornalistas o senador democrata Richard Blumenthal após reunir-se em particular com Gorsuch.

Ron Bonjean, porta-voz de Gorsuch, confirmou mais tarde à emissora CNN e a outros veículos de comunicação que o juiz havia “usado as palavras decepcionante e desmoralizante” em referência aos comentários de Trump, que na semana passada lhe nomeou para se transformar no nono integrante do Supremo.

Trump criticou neste fim de semana o magistrado federal James Robart, que na sexta-feira (03/02) bloqueou com efeito imediato seu veto migratório, chamando-o de “suposto juiz” e acusando-o de “arrebatar do nosso país a capacidade de aplicar a lei”.

Agência Efe

Indicado por Trump para Suprema Corte, Neil Gorsuch afirmou estar 'decepcionado' com comentários do presidente dos EUA

Neil Gorsuch disse estar 'decepcionado'; presidente dos EUA criticou James Robart, juiz federal responsável pelo bloqueio à ordem executiva de Trump que impede entrada de refugiados e imigrantes no país

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No domingo (05/02), Trump foi além ao declarar que esse juiz e o sistema judiciário do país em geral serão os culpados se “acontecer algo” por causa da suspensão do veto migratório, em uma aparente alusão a um ataque terrorista.

Apesar desses comentários, a Casa Branca assegurou que é “indiscutível que o presidente respeita o Judiciário e suas decisões”, segundo palavras do porta-voz de Trump, Sean Spicer.

Trump continuou nesta quarta-feira (08/02) com seus ataques ao assegurar que os tribunais do país são “muito políticos” e criticar o tribunal de apelações que revisa o decreto contra a entrada de refugiados de todo o mundo e imigrantes da Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Irã e Iêmen.

Um painel de três magistrados do Tribunal de Apelações do Nono Circuito, com sede em San Francisco (Califórnia), estuda o pedido do governo de restituir a ordem executiva de Trump, suspenso temporariamente por ordem de Robart desde sexta-feira passada.