Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Os indignados espanhóis, reunidos nesta sexta-feira (18/11) na Puerta del Sol, praça emblemática de Madri e epicentro deste movimento, pediram que os cidadãos votem com “consciência crítica” nas eleições presidenciais do próximo domingo (20), mas cientes que o sistema eleitoral atual “não é proporcional, nem trata todos igualmente”.

Reunidos em uma assembleia convocada pela plataforma “Democracia Real Já”, dezenas de seguidores do movimento 15-M reivindicaram uma mudança na lei eleitoral espanhola e refletiram em uma vigília posterior sobre sua participação no pleito.

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“Viemos aqui explicar aos cidadãos as diferentes opções na hora de votar, o que representa um voto nulo ou em branco. Não pedimos a abstenção, mas queremos que a população tenha uma consciência crítica”, afirmou à Agência Efe Pedro, porta-voz da “Democracia Real Já”.

Para Pedro, é importante “que as pessoas se deem conta que o sistema eleitoral utilizado na atualidade não é proporcional, nem trata todos igualmente, que um cidadão não vale um voto”.

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“Explicamos o que significa um voto em um partido majoritário, e em um minoritário, dependendo de onde você vota”, acrescentou.

Para as pessoas que não acreditam em votar “ou que pensam que nenhum partido político nos representa”, o porta-voz da “Democracia Real Já” disse que “a essas pessoas fala sobre a diferença entre o voto em branco e o nulo”.

“O que posso dizer é que somos contra o voto em branco, porque isso matematicamente favorece a maioria, e estamos um pouco cansados dos dois partidos majoritários. Respeitamos a pessoa que queira se abster, mas mostramos formas diferentes de fazer isso”, detalhou.

O porta-voz destacou que, não importa quem ganhe as eleições, “o movimento atuará de acordo com decisões que tomem em relação à cidadania”.

Em relação à repercussão que o movimento indignado espanhol teve em outros países do mundo, Pedro não se mostrou surpreso, pois “é normal, porque realmente é um problema global”, não só “de Madri nem da Espanha”.

Pedro declarou que o que lhes surpreendeu é “a intensidade e a rapidez com a qual se propagou”, embora “na época da comunicação e da internet é normal uma resposta global”.

Organização

A juventude espanhola se viu apoiada pelos conhecidos como “os avôs do 15-M”, dois idosos “mas de espírito lutador” que seguem o grupo de indignados desde o início e que chegaram a ser desalojados pela Polícia.

“No 15-M há de tudo. É uma organização horizontal. Há jovens, famílias e aposentados. Vamos enfrentar tempos muito complicados e temos que dar a cara e lutar por nossos direitos”, frisou um deles.

Coincidindo com o início da jornada de reflexão prévia às eleições, os membros do 15-M acenderam velas e agitaram suas mãos simulando um aplauso silencioso.

Após esta noite em vigília, os indignados espanhóis devem realizar neste sábado (19) duas passeatas, de manhã e de tarde, pelo centro de Madri.

“Respeitaremos o dia de reflexão e não faremos nenhum tipo de campanha. A única coisa que queremos é sair às ruas para conversar sobre nosso futuro e o da Espanha”.

Eleições presidenciais acontecem neste domingo no país

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