Terça-feira, 3 de março de 2026
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Uma equipe conjunta de investigação na Coreia do Sul solicitou nesta segunda-feira (30/12) um mandado de prisão contra o presidente afastado Yoon Suk Yeol, do Partido do Poder Popular de extrema direita, por ter ignorado três intimações para ser interrogado sobre as acusações de crimes de insurreição e abuso de poder durante sua tentativa de golpe, em 3 de dezembro.

“O Quartel Conjunto de Investigação apresentou um pedido de prisão contra Yoon Suk Yeol ao Tribunal Distrital do Oeste de Seul”, afirmou a equipe em comunicado.

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Composto pelo Escritório de Investigação de Corrupção para Oficiais de Alto Nível (CIO, na sigla em inglês), pela unidade de investigação do Ministério da Defesa e pela polícia, o grupo protocolou o pedido no Tribunal Distrital do Oeste de Seul nas primeiras horas do dia. Trata-se da primeira vez na história do país que uma agência de investigadores emite uma ordem de prisão contra um presidente afastado antes mesmo de o Tribunal Constitucional concluir o procedimento de impeachment.

De acordo com a legislação sul-coreana, é permitido solicitar um mandado de prisão se um suspeito não cooperar em audiências sem um motivo considerado válido.

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Os investigadores argumentam que Yoon liderou uma insurreição e abusou de seu poder quando declarou a lei marcial, tendo também ordenado as tropas militares a usarem violência contra os parlamentares da Assembleia Nacional em uma tentativa de impedir que votassem contra o decreto.

Por outro lado, a equipe de defesa do presidente afastado rejeitou a solicitação ao afirmar que “responder ao julgamento de impeachment no Tribunal Constitucional tem prioridade sobre a investigação”. 

Se o tribunal aprovar o mandado de prisão, a equipe de investigação deverá prender Yoon, que tem passado os dias dentro da residência presidencial, localizada no bairro de Hannam, no distrito de Yongsan, em Seul.