Sábado, 12 de setembro de 2026
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O Irã planeja proibir as importações de produtos de 100 empresas europeias como parte de um programa de sanções à União Europeia, revelou nesta quarta-feira (11/04) a TV oficial iraniana em inglês PressTV.

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Segundo a emissora, o vice-presidente da Organização de Promoção do Comércio do Irã, Sasan Khodaei, teria determinado a proibição da importação de mercadorias de luxo que, a seu ver, o país pode produzir sozinho.

Sem citar fontes, a emissora tem divulgado nos últimos dias que o Irã deixou de vender petróleo à Espanha e à Alemanha. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ramin Mehmanparast, que está em Sarajevo, disse nesta terça-feira (10/04) que o Irã ainda não tomou nenhuma decisão sobre a interrupção do envio de petróleo aos países da União Europeia. Uma fonte da Embaixada espanhola em Teerã revelou à agência Efe que o trâmite legal para este tipo de medida é longo e complexo no país persa.

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Nesta terça-feira (10/04), depois que a PressTV informou sobre o corte de abastecimento de petróleo à Espanha, outra fonte da Embaixada espanhola declarou que não tinham recebido “nenhum comunicado oficial, ou extraoficial” das autoridades iranianas sobre essa possível suspensão.

Dados do Ministério das Relações Exteriores espanhol, citados pela fonte da embaixada, assinalaram que as empresas espanholas esperavam dar por finalizadas suas importações de petróleo iraniano no mês de março, “mas pode ter ocorrido algum atraso”.

A União Europeia aprovou em 23 de janeiro novas sanções petrolíferas e financeiras ao Irã. Dentre elas, a mais importante é o embargo total de compras de petróleo iraniano pelo grupo dos 27, que entrará em vigor em 1º de julho como medida de pressão para que o país suspenda seu programa nuclear.

Esta circunstância levou as companhias europeias que importam o produto iraniano a procurar por outros fornecedores, o que influenciou no aumento significativo dos preços internacionais do petróleo no primeiro trimestre do ano.

Em anúncio foi veiculado por uma emissora estatal de TV, país alegou ter condições de fabricar certos itens por conta própria

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