Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O Irã elogiou os Estados Unidos pela ação que resultou na libertação do navio pesqueiro de bandeira iraniana sequestrado há 40 dias por piratas somalis. O resgate norte-americano foi realizado pelo destroier USS Kidd no mar Arábico na última quinta-feira (05).

Neste sábado (07), o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast, fez um pedido para que todos os países colaborem na luta contra a pirataria.

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“Da mesma maneira que nossa Marinha recuperou marinheiros de outros países, todos os Estados, de acordo com sua capacidade, são responsáveis por tomar medidas contra as piratas”, completou Mehmanparast, que agradeceu os americanos.

“Esse ato das forças americanas para salvar a vida dos marinheiros iranianos pode ser considerado um ato humanitário”, classificou o porta-voz, em declarações à emissora local Alalam.

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A embarcação – um navio pesqueiro com 13 marinheiros – foi sequestrada por 15 piratas. Segundo a tripulação, o navio servia como embarcação-tanque para as operações dos piratas no Golfo Pérsico.

Questionamento

Apesar do agradecimento do Ministério das Relações Exteriores, a agência de notícias Fars, ligada aos Guardas da Revolução, levantou dúvidas a respeito da veracidade da ação americana.

A agência disse que a libertação parece “um filme de Hollywood […] e mostra que os americanos querem utilizá-la como propaganda”. “Esta ação, que parece ter sido organizada com antecipação, está rodeada por suspeitas”, completou.

Os americanos informaram que os 15 piratas somalis, que estavam na embarcação, não oferecem resistência e foram presos. Posteriormente, como o barco já tinha combustível, os iranianos puderam seguir seu roteiro com mantimentos fornecidos pelos americanos.

Tensão diplomática

A informação sobre o resgate foi dada pela Quinta Frota dos EUA, com base em Bahrein, num momento em que as relações entre os dois países está ainda mais estremecida. Dois dias antes do resgate, os americanos avisaram os iranianos que os navios da Marinha do país continuariam utilizando o Estreito de Ormuz. Segundo os EUA, o trânsito das embarcações é necessário para o abastecimento de missões no Golfo Pérsico.

Teerã, no entanto, ameaçou bloquear o Estreito caso as sanções impostas pelos Estados Unidos e países europeus continuassem. Já os países ocidentais exigem que o Irã interrompa seu programa nuclear, pois acreditam que o país queira fabricar bombas atômicas. O Irã nega a vertente militar do programa.

*Com informações da Agência Efe

Embarcação iraniana estava sob o comando de piratas somalis há 40 dias

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