Cerca de 55 milhões de iranianos votam nesta sexta-feira (26/02) em eleições que vão eleger um novo Parlamento e a Assembleia de Especialistas, órgão clerical que aponta o líder supremo do país. Este é o primeiro pleito a ser realizado no Irã desde a entrada em vigor do acordo nuclear e o fim das sanções econômicas impostas ao país por potências ocidentais, em janeiro.
Os eleitores renovarão as 290 cadeiras da Assembleia Consultiva Islâmica, o Poder Legislativo iraniano, que tem mandatos de quatro anos, e as 88 da Assembleia de Especialistas, formada por clérigos xiitas com mandatos de oito anos cuja missão principal é escolher um novo líder supremo, caso o cargo fique vago, e controlar sua gestão.
Agência Efe

Eleitoras depositam voto na urna de seção eleitoral em Teerã, capital do país
Segundo a imprensa internacional, é esperado que grupos moderados e reformistas ampliem sua participação nas duas Assembleias em detrimento dos conservadores. O resultado destas eleições podem afetar as chances de reeleição do presidente iraniano, o reformista Hassan Rouhani, em 2017.

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O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, convocou a população a comparecer em massa às urnas para “desapontar nossos inimigos”. “Quem aprecia o Irã e suas dignidade, grandiosidade e glória deve votar. O Irã tem inimigos que estão olhando para nós com ganância. As pessoas devem votar com os olhos abertos e com sabedoria”, declarou o aiatolá após votar.
Os novos membros da Assembleia de Especialistas devem ser os responsáveis por escolher o sucessor de Khamenei, 76 anos.
Agência Efe

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, saúda eleitores e imprensa após votar em Teerã
A economia é o principal tema destas eleições, especialmente após o fim das sanções econômicas por parte do Ocidente e pela abertura promovida por Rouhani, que nos últimos meses viajou a países ocidentais como França e Itália fechando acordos comerciais com o objetivo de dinamizar a economia iraniana.
*Com Agência Efe