A Irmandade Muçulmana afirmou nesta quarta-feira (30/11) que lidera as eleições para a escolha de parlamentares no Egito. A organização, que era considerada ilegal durante o regime de Hosni Mubarak, disse ter mais de 40% dos votos e seria seguida pelo partido fundamentalista muçulmano Al Nour, com 22%.
Apenas três regiões votaram até este momento e as eleições no país continuam até 11 de janeiro de 2012. A primeira etapa do pleito começou na última segunda-feira (28) e terminou nesta terça (29). Regiões como Cairo e Alexandria já votaram.
As votações ainda seguem durante 5 semanas por diferentes regiões do país, tornando muito difícil se prever um resultado concreto para o pleito. Dois terços das vagas irão para as listas dos partidos mais votados e a outra parte fica com aqueles eleitos individualmente.
Na disputa, a Irmandade é representada pelo PJL (Partido da Justiça e da Liberdade) e diz liderar tanto na eleição geral quanto na individual. Se confirmar a preferência dos egípcios nas próximas duas etapas das eleições, a organização terá importante papel na próxima assembléia que terá de redigir uma nova Constituição.
A Irmandade Muçulmana já anunciou que, caso vença as eleições, irá formar um novo governo. A situação deverá criar divergências entre a organização e os militares que atualmente estão no poder.
“Um governo que não é baseado na maioria parlamentar não pode, na prática, conduzir seu trabalho”, afirmou Mohamed Mursi, líder do Partido da Justiça e da Liberdade.
Os resultados oficiais da primeira parte do pleito deverão ser divulgados ainda hoje. A Junta Militar espera que 80% dos egípcios aptos a votar comparecem às urnas durante todo o processo.
Uma fonte do Partido da Justiça e da Liberdade afirmou ao Telegraph que a Irmandade Muçulmana teve a maioria dos votos no Cairo, enquanto o Al Nour liderou na Alexandria.
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