Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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Após anunciar 700 novas construções na parte árabe do leste de Jerusalém, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, viajou hoje (29) ao Cairo para encontrar o presidente egípcio, Hosni Mubarak, e discutir o processo de paz com os palestinos e a possível troca de presos com o Hamas.

As negociações entre israelenses e palestinos estão paradas há cerca de um ano. O presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, condiciona a retomada do diálogo à paralisação de todas as atividades de ampliação em assentamentos israelenses de territórios ocupados.

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No entanto, apesar dos pedidos palestinos e da comunidade internacional do fim das construções, Israel informou ontem que planeja construir novos assentamentos em Jerusalém Oriental.

A medida despertou críticas tantos dos palestinos quanto dos Estados Unidos, que denunciaram o anúncio como um obstáculo para a paz. “Nós condenamos a política israelense de continuar as atividades de assentamentos e esperamos que isso sirva para abrir os olhos do governo dos Estados Unidos e de outros membros da comunidade internacional”, disse o negociador palestino Saeb Erekat ao jornal Jerusalém Post.

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A construção de assentamentos israelenses em Jerusalém Oriental é um dos pontos chave do conflito, pois a parte leste de Jerusalém foi tomada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, mas a comunidade internacional não reconhece a anexação da porção oriental da capital.

No Egito, o chefe de Governo israelense se reunirá também com os ministros egípcios Ahmed Aboul Gheit, das Relações Exteriores, e Yousef Boutros Ghali, das Finanças, de acordo com a imprensa local.

Junto com a Alemanha, o Egito participa das gestões para fechar um acordo entre Israel e Hamas para a entrega do soldado israelense Gilad Shalit, capturado por três milícias palestinas em junho de 2006, em troca da libertação de mil dos 10 mil palestinos detidos em prisões israelenses.

Netanyahu voltará a seu país ainda hoje. Esta é a terceira vez que ele viaja ao Egito desde que assumiu a Chefia do Governo israelense, em março.

Fronteiras

Ontem, Netanyahu considerou publicamente pela primeira vez a hipótese de manter forças israelenses ao longo da fronteira leste de um futuro Estado palestino, com objetivo de impedir a infiltração de armas.

“O problema da desmilitarização deve ser resolvido efetivamente, e isso pressupõe efetivamente bloquear a entrada não-autorizada, antes e acima de tudo do leste, onde quer que a fronteira seja definida”, disse Netanyahu em discurso a embaixadores israelenses.

“Duvido que qualquer coisa senão uma real presença do Estado de Israel, das forças israelenses, possa cumprir isso”, afirmou.

Netanyahu já havia dito que o eventual Estado palestino deve ser desmilitarizado, mas até agora nunca havia feito uma referência específica à presença militar na fronteira Cisjordânia-Jordânia.

No outro território palestino, a Faixa de Gaza, Israel e Egito controlam as fronteiras. Israel impõe um bloqueio comercial a Gaza desde que o Hamas assumiu o poder no território, em 2007.

Os palestinos reivindicam um território contíguo na Cisjordânia e Faixa de Gaza, e têm exigido também o futuro acordo estipule seu controle total sobre a fronteira com a Jordânia, mas sem descartar a presença de uma força internacional.

 

Israel aprova novos 700 assentamentos em Jerusalém Oriental

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