Mohammed Abu Jedei, um palestino de 16 anos que foi queimado vivo por judeus radicais em Jerusalém Oriental no ano passado, foi colocado na lista de vítimas do terrorismo e será homenageado em um ato em lembrança dos mortos, anunciou nesta terça-feira (21/04) o ministério da Defesa de Israel.
EFE

Israelenses acendem uma série de tochas em tributo aos mortos aconteceu no cemitério do Monte Herzl
A decisão de gravar o nome do jovem palestino em um memorial no Monte Herzl, em Jerusalém, acontece no Dia Nacional da Lembrança, dedicado em solidariedade às vítimas – militares e civis – de terrorismo em território israelense.
De acordo com Hagai Admon, diretor do Monte Herzl, Abu Jedei é o primeiro árabe assassinado por judeus que é homenageado no Memorial de Vítimas de Atos de Terrorismo.

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“Espero que a corte condene os homens que queimaram meu filho com um castigo apropriado”, disse o pai do garoto, Hussein Abu Jdeir, que comemorou a iniciativa. Em resposta, o ministério da Defesa israelense reconheceu que o palestino foi “vítima de uma ação hostil”.
Em julho de 2014, Jedei foi sequestrado, espancado e queimado vivo, o que levou a tumultos e protestos diários em Jerusalém Oriental.
O ato foi classificado de “vingativo” pelas autoridades locais e teria sido incentivado após o rapto e assassinato de três adolescentes israelenses no mês anterior, que impulsionou a operação militar israelense na Faixa de Gaza, deixando mais de 2.100 palestinos mortos.