Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Os representantes da OLP (Organização pela Libertação da Palestina) rejeitaram as propostas de Israel sobre as fronteiras de um futuro Estado palestino, durante reuniões de paz ocorridas nesta semana em Amã, na Jordânia. Além de não incluírem demandas históricas, como a porção oriental de Jerusalém e o Vale do Jordão, o esboço apresentado pelo negociador Yitzhak Molcho previa a manutenção da maior parte das colônias nos territórios ocupados.

Segundo a agências de notícias Reuters, as autoridades palestinas presentes ao encontro consideraram que a apresentação verbal de Molcho, que não apresentou documentos ou mapas em uma reunião ocorrida na quarta-feira (25/01), foi “um balde de água fria”, pois prevê um território irregular e cercado, que preservaria a maioria dos assentamentos.

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“Ele matou a solução de dois Estados, pôs para escanteio acordos anteriores e a lei internacional”, afirmou uma fonte da OLP (Organização para a Libertação da Palestina). “Basicamente, a ideia israelense de um Estado palestino é feita de muros e assentamentos”. A proposta de Molcho “não inclui Jerusalém e o Vale do Jordão, e inclui todos os assentamentos”, acrescentou a fonte palestina.

Foi a primeira vez que o governo do primeiro-ministro israelense, Benyamin Netanyahu, abordou o tema das fronteiras com os palestinos. Uma autoridade israelense disse que a apresentação está em consonância com um rascunho para as conversas elaborado pelo grupo de negociações chamado de Quarteto (Estados Unidos, União Europeia, Rússia e ONU).

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Para o jornal israelense Haaretz, essa apresentação informal do planos de fronteiras pode ser apenas uma tática para pressionar os palestinos a não abandonarem as negociações culpando Israel por sua inflexibilidade.

Após cinco sessões de conversas na Jordânia, incluindo a sessão de quarta-feira, a fonte palestina disse não haver mais reuniões agendadas. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, afirmou que as conversas com Israel acabaram “sem nenhum resultado” e que irá consultar os Estados da Liga Árabe sobre o próximo passo.

Os palestinos reivindicam há anos um Estado que inclua a Cisjordânia, o Vale do Jordão, Jerusalém Oriental e a faixa de Gaza, em um território que corresponde a apenas 22% da Palestina histórica.

De acordo com a fonte palestina, a equipe de Molcho disse que qualquer solução que crie um Estado palestino vivendo em paz ao lado de Israel precisa “preservar o tecido social e econômico de todas as comunidades, judaicas ou palestinas”.

O enfoque de Israel em relação às concessões territoriais na Cisjordânia ocupada inclui o princípio de que “a maioria dos israelenses estará sob soberania israelense, e obviamente a maioria dos palestinos estará sob soberania palestinas”, disse uma fonte israelense presente nas negociações.

A visão dos Estados Unidos sobre o resultado das negociações difere muito da dos palestinos. Victoria Nuland, porta-voz do Departamento de Estado, disse na quinta-feira que as conversas foram boas para os dois lados. “Eles esclareceram algumas questões. Há alguma lição de casa que precisa ser feita pelas duas partes. E, talvez, uma revê pausa para uma retomada com ideias mais frescas será de grande ajuda”, afirmou.

(*) com agências de notícias internacionais e o jornal Haaretz

Plano apresentado oralmente não inclui Jerusalém Oriental e Vale do Jordão e mantém assentamentos

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