Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, ordenou nesta segunda-feira (26/03) o rompimento de relações com o CDH (Conselho de Direitos Humanos) da ONU, depois de ter sido aprovada a criação de uma comissão para investigar o impacto das colônias israelenses em território palestino ocupado.

“O ministro Lieberman decidiu nesta segunda que não vamos continuar colaborando com o CDH, já que esse organismo não tem nenhuma credibilidade. Por isso, não queremos nos relacionar com ele”, explicou Paul Hirschson, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

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Segundo Hirschson, o Conselho “perdeu toda a credibilidade na área dos direitos humanos e não vale a pena cooperar com uma organização onde há pessoas como sírios e iranianos discutindo direitos humanos em outros países. Está totalmente fora da realidade”.

Os diplomatas israelenses, no entanto, “continuarão trabalhando com a ONU”, indicou. Essa decisão fará com que, a partir de agora, representantes israelenses não compareçam ao CDH nem respondam aos pedidos dos membros do organismo.

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Com relação à comissão, que deveria chegar ao país para fazer uma investigação sobre os assentamentos, Lieberman decidiu que o Ministério não deve permitir sua entrada aos territórios palestinos, informou o serviço de notícias Ynet.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reagiu com dureza na quinta-feira ao anúncio da investigação. Ele classificou o CDH de “hipócrita” e afirmou que o organismo “deveria se envergonhar de si mesmo”.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou, na quinta-feira (22/03) , em Genebra, a criação dessa comissão de investigação com 36 votos a favor, 10 abstenções e um voto contra, o dos Estados Unidos.
 

País reage à decisão do órgão de investigar colônias israelenses em território palestino ocupado

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