Profissionais da comunicação do Chile pediram neste sábado (03/12) que a Procuradoria da República investigue casos de agressões sofridas por jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas durante as recentes manifestações registradas no país sul-americano.
O Colégio de Jornalistas do Chile e o Sindicato de Trabalhadores de Ibero-Americana Rádio Holdings solicitaram a nomeação de um juiz que apure de maneira especial os registros de agressão e expressaram preocupação pela violência contra os profissionais.
As entidades trataram sobre a agressão e prisão do colega da Rádio ADN, Esteban Sánchez, durante uma manifestação que protestava contra uma homenagem ao ex-repressor Miguel Krassnoff, em 21 de novembro. Segundo elas, este episódio mostra “uma prática sistemática cada vez que se produzem incidentes entre a população e as forças policiais”.
Em uma reunião com a Procuradoria, foi entregue um informe preliminar com 30 casos de profissionais agredidos na ocasião, a maioria deles preso no exercício de sua profissão e com seu material jornalístico apreendido ou destruído pelos policiais.
Para o Colégio dos Jornalistas, “as situações descritas têm impacto não somente na integridade física dos profissionais, mas também em um valor fundamental na democracia [que é] o exercício do jornalismo, a liberdade de expressão e o direito dos cidadãos chilenos a informa-se [de maneira] oportuna, diversa e verdadeira tanto sobre as manifestações, atos, protestos, operações policiais, distúrbios como sobre qualquer evento considerado de interesse público”.

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