Quinta-feira, 25 de junho de 2026
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Uma decisão da justiça italiana provocou forte polêmica ao inocentar, na última sexta-feira (27/12), um homem de 60 anos do crime de pedofilia por se relacionar com uma menina de apenas onze, na ocasião do flagrante.

Em decisão de segunda instância, a corte de cassação de Catanzaro, na Calabria (sul do país), reverteu a condenação anterior de cinco anos por considerar que Pietro Lamberti não cometeu abuso sexual com a menor, hoje com 13 anos. Os juízes entenderam que ambos tinham uma relação amorosa e consensual. Ele chegou a ficar um ano e meio na cadeia e foi libertado logo após a decisão. As informações são do jornal Il Quotidiano Della Calabria.

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Lamberti era assistente social e a menor foi confiada a seus cuidados pela mãe em 2011. Eles foram flagrados nus por uma batida policial, encontrados debaixo dos lençóis de uma cama em uma casa próxima à praia.
 

Imprensa local teme que decisão sirva de precedente para outros casos envolvendo menores de idade

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O tribunal rejeitou os veredictos precedentes assim como as testemunhas dos policiais. A equipe de investigação que descobriu o caso realizou várias escutas telefônicas antes de preparar o flagrante. Descobriram que eles trocavam telefonemas e marcavam encontros praticamente todos os dias (salvo os fins de semana para não chamarem atenção, uma das recomendações que Lamberti dava à garota).

No conteúdo das conversas, os policiais relataram juras de amor entre ambos e o medo de Lamberti ser descoberto caso a garota engravidasse. Ela usava um anel, como uma aliança, um presente dele, quando estavam juntos. Também relataram as inúmeras recomendações do assistente para que ela nunca falasse nada de seus encontros a ninguém, e que esse seria um segredo que eles deveriam levar para a sepultura.

A imprensa local teme que a decisão sirva como precedente  perigoso para legitimar atos de pedofilia no país. A decisão é passível de recurso.