O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse nesta quinta-feira (03/10) em Tóquio, onde está em visita oficial, que “seria uma negligência diplomática” por parte de Washington não buscar o diálogo com o Irã. No entanto, o dirigente afirmou que essa aproximação requer primeiro ações concretas por parte do governo de Teerã.
Em seu primeiro pronunciamento depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu nesta semana que os Estados Unidos não confiem nos recentes gestos conciliatórios do presidente iraniano, Hassan Rouhani, Kerry afirmou que não buscar a aproximação com Teerã seria uma “negligência diplomática do pior tipo”.
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“Eu não interpretei os comentários do primeiro-ministro Netanyahu como uma sugestão de que estamos sendo considerados tolos. Entendi que se tratava de uma advertência: não se deixem enganar”, explicou o secretário de Estado em entrevista coletiva na capital japonesa, tentando justificar o discurso do premiê israelense.
“Posso assegurar ao primeiro-ministro Netanyahu e a Israel que nada do que façamos vai ser baseado exclusivamente na credulidade”, disse Kerry, que deixou claro que os EUA exigirão como condição prévia ao diálogo provas de que o Irã não desenvolve armas atômicas.
Em 27 de setembro, os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e do Irã, Hassan Rouhani, mantiveram uma histórica conversa telefônica, a primeira entre os máximos líderes de ambos países desde 1979 (data da Revolução Islâmica no país persa), sobre o programa nuclear iraniano, o que alimentou as expectativas em torno de um possível acordo global em relação a este tema.